FIEMG critica manutenção da Selic e alerta para impacto na indústria

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Para Roscoe, país precisa de uma política monetária mais alinhada ao desenvolvimento industrial. Foto: Marcello Casal Júnior- Agência Br.

Federação afirma que juros altos travam investimentos e ameaçam empregos no setor produtivo

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou que a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano mantém o ambiente econômico brasileiro sob forte restrição, com efeitos negativos sobre a atividade industrial.

Segundo o presidente da entidade, Flávio Roscoe, o custo elevado do crédito dificulta a manutenção das operações e o planejamento de novos investimentos.

Com a Selic elevada por mais tempo, as empresas terão mais dificuldade para financiar capital de giro e investir em novos projetos”, afirmou Roscoe.

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A FIEMG alerta que o cenário pode provocar desaceleração na produção e na geração de empregos. A demanda doméstica também tende a cair, já que o crédito ao consumo mais caro leva as famílias a reduzirem compras de maior valor, afetando setores como o automotivo, eletroeletrônico e da construção civil.

“Quando o consumo encolhe, a indústria sente o efeito em cadeia, postergando planos de expansão e enfraquecendo a capacidade produtiva do país”, ressaltou o dirigente.

Competitividade em risco

A Federação também aponta risco de deterioração do parque industrial, já que o custo elevado do crédito retarda a modernização das plantas e a aquisição de equipamentos.

Sem condições adequadas de investimento, o setor perde eficiência e competitividade internacional.

Roscoe defende que o país precisa de uma política monetária mais alinhada ao desenvolvimento industrial.

“Manter os juros elevados por um período prolongado representa um entrave ao crescimento econômico. O Brasil precisa alinhar a política monetária ao esforço de dinamização do setor, sem sufocar a força produtiva da sua indústria”, concluiu.

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