O futuro é aqui

Coluna Papo Reto - Walter Nery Hilel

O futuro é aqui
Reprodução Internet

O 5º Fórum de Investimentos Brasil 2022 está sendo realizado essa semana na cidade de São Paulo. O evento é o maior fórum de investimentos da América Latina, e recebe CEOs de empresas globais e autoridades do setor público.

Na cerimônia de abertura nesta última terça-feira, que contou com a presença do Presidente Bolsonaro, o Min. da Economia Paulo Guedes discorreu sobre a real situação da economia brasileira, e sua importância para o mundo atual.

Guedes fez um resumo do cenário geopolítico mundial, e seus reflexos no futuro do país.

Disse que a situação da economia mundial é crítica, e ainda vai se agravar sobremaneira.

Uma das razões, que já acontece há 30 anos, é a equalização dos preços e fatores. São 3,7 bilhões de pessoas no mundo inteiro que estão saindo da miséria lentamente. Na China, Rússia, leste europeu e sudeste asiático, através da globalização.

E a pressão dessa realidade recai sobre todo o ocidente. São 30 anos que o salário de quem trabalha na indústria (blue color) não sobe.

Período em que a pressão competitiva da Ásia impede o crescimento dos salários e dos ganhos no Ocidente. Esse “teorema de equalização dos fatores dos preços de produção” revela que, como as tecnologias são conhecidas, os salários começam a subir na Ásia e ficam sob pressão no Ocidente, causando grande efeito sobre os regimes democráticos.

Quer dizer que o Ocidente esqueceu as fontes de sua própria riqueza, quais sejam, trabalho árduo, competição, estudo, comercialização, gerando prosperidade e desenvolvimento.

Enquanto isso, o outro lado do mundo trabalha 24 horas por dia, competindo ferozmente, sem encargos trabalhistas, e em alguns regimes análogos à escravidão, avançando vertiginosamente. Os salários sobem lá e caem aqui, recaindo a pressão política sobre todos os países do Ocidente, enquanto o outro lado vai saindo da miséria.

Após 30 anos, a chamada “arbitragem de trabalho barato” acaba, o que de fato aconteceu. Quando isso ocorre, os salários voltam a subir no mundo inteiro. Significa dizer que a inflação já subiria naturalmente, seja nos EUA ou na Europa, em função das pressões de custo que já existiam.

Aí veio a Covid, uma tragédia para a economia global, que trouxe um choque adverso de oferta. Houve uma completa ruptura nas cadeias de produção, trazendo mais inflação e menor crescimento ao mesmo tempo.

E quando o mundo começa a sair dessa situação adversa, vem a Guerra da Ucrânia. De um lado, um grande produtor de grãos. Do outro, um dos maiores fornecedores de energia do planeta. Assim, os preços dos alimentos e energia dispararam no mundo inteiro, pressionando fortemente a economia global.

E neste cenário os países começam a pensar na reconfiguração de suas cadeias produtivas, onde as oportunidades para o Brasil se multiplicam.

Isto porque, a partir de agora, existem 02 principais requisitos para os investimentos internacionais. A viabilidade logística para que os investimentos estejam próximos, e a necessidade de um país amigo para investir (exigência geopolítica).

É assim que o Brasil se destaca. Um país próximo e amigo, tanto da América, quanto da Europa e Ásia.

Característica marcante do governo Bolsonaro, que não se deixa levar pela parcialidade e irresponsabilidade de seus opositores e da grande mídia, que semeiam a política do quanto pior melhor, em sua disputa insana pelo poder.

Fato é que o Brasil está retomando o caminho da prosperidade, com acordos no Mercosul, na União Européia, e agora entrando também na OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, conhecida mundialmente como “Clube dos Ricos”.

Em todas as dimensões, em todas as perspectivas, em todos os cenários, o Brasil está avançando com firmeza e sustentabilidade.

As necessárias privatizações para se tornar um país próspero e pujante já estão acontecendo. A da Eletrobrás foi concluída semana passada. No Porto de Vitória também, e agora será feita a privatização do Porto de Santos.

Por outro lado, os impostos estão sendo reduzidos e simplificados, para desespero dos esquerdopatas de plantão. O Senado acabou de aprovar a redução do ICMS para 17% em todo o país. A redução do IPI também já havia sido feita.

Reduzindo esses dos impostos, cria-se uma margem de folga nos preços, mesmo que os custos subam, para que não haja reajuste a todo instante. O que não tem absolutamente nada a ver com tabelamento de preços, uma das muitas imbecilidades praticadas em governos passados, com grandes prejuízos para a economia brasileira.

Outro fator importante citado pelo Ministro Paulo Guedes é a transformação dos bancos públicos. O BNDES está adotando uma nova plataforma de saneamento, reestruturando finanças e Estados.

Também é fundamental lembrar da reforma dos marcos regulatórios ocorrida no país, proporcionando a vinda de mais de 800 bilhões de reais em investimentos privados.

Enfim, o crescimento do Brasil está garantido para os próximos anos. Estamos numa transição de uma economia falida para uma próspera.

A economia, que era dirigida por mercado, quebrou, e o governo quebrou junto nas últimas administrações irresponsáveis do país, sem qualquer capacidade técnica para fazer o que era certo.

Destruíram 03 milhões de empregos em 02 anos, por exemplo, no governo anterior do PT, enquanto foram criados 12 milhões de empregos desde o início da crise sanitária da Covid até hoje.

O Brasil é hoje a maior fronteira de investimentos aberta no mundo, com a reforma dos marcos regulatórios, e um Banco Central independente. Estão chegando investimentos bilionários, sem precedentes em nossa história. Enquanto isso, no mundo inteiro os investimentos privados seguem caindo.

A recessão na Europa e EUA, segundo o Ministro Paulo Guedes, é questão de tempo, porquanto irreversível. Eles já sabiam disso desde 2019, confirmado na reunião dos gigantes econômicos em Davos, na Suíça. Fato que se tornou inevitável, com os efeitos da Covid e da Guerra na Ucrânia na economia global.

É neste cenário que o Brasil segue na contramão da tendência mundial.

Estamos crescendo, apesar das dificuldades, com todas as reformas já realizadas, e a perseverança, disposição e seriedade de um governo federal comprometido com a prosperidade do nosso país.

O reconhecimento é percebido na mídia internacional, onde o Brasil já é citado como um exemplo de combate à inflação. Ao contrário dos outros países que estão fechando e se protegendo, o Brasil está abrindo as portas e atraindo cada vez mais investimentos, com toda cautela necessária.

Ainda precisamos expandir a reforma tributária e aumentar a competitividade da indústria brasileira, para seguir ampliando e abrindo nossa economia para o mundo.

Existem 02 sinais claros que indicam o desenho da reindustrialização brasileira para o futuro, e a reinserção do Brasil na cadeia global, no momento de reconfiguração das cadeias de valor.

Trata-se da segurança energética e da segurança alimentar. O Brasil é um gigante verde. A matriz energética mais limpa e diversificada no planeta, apesar das tentativas da esquerda em mascarar e distorcer essa realidade mundo afora.

Assim é que a Europa olha para o Brasil como a segurança energética. A Ásia olha para nosso país como a segurança alimentar, e a OMC - Organização Mundial do Comércio – já declarou que o Brasil é a reserva alimentar do mundo, e o planeta passaria fome se não fosse a velocidade que o governo Bolsonaro está reagindo à crise mundial, tanto na política interna quanto externa.

Além de tudo isso, ainda temos um novo horizonte para desbravar, o espaço para a energia eólica e produção de hidrogênio verde para o futuro, que deverá ser o principal combustível para a humanidade em alguns anos. Provavelmente, a energia do futuro.

Já há planos inclusive para fazermos entre 10 e 50 ITAIPUs no Nordeste brasileiro.

Enfim, o Brasil caminha a passos largos para se tornar uma nação rica e poderosa, e a grande esperança para a sobrevivência alimentar e energética do planeta.

Apesar do STF, do PT e da Rede Globo, seguimos rumo à prosperidade. Avante Brasil!

Walter Nery Hilel
Pré-candidato a Deputado Estadual – PTB/MG

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.