O sono do bebê, a função do pai no processo

O sono do bebê, a função do pai no processo
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Abordando novamente a questão do envolvimento paterno no desenvolvimento do bebê, apresentado na última coluna sobre o aleitamento materno e introdução alimentar, vamos entrar numa questão extremamente delicada, o Sono do bebê. Da mesma forma, vou contar mais sobre a minha experiência, o que deu certo e o que deu errado para nós, e tentar mostrar a importância do envolvimento do pai nesse processo. Sempre gosto de deixar claro que cada um sabe da sua realidade e possibilidades, e deve buscar o melhor para seu filho. Desde o nascimento da Sofia, o sono sempre foi um assunto bem crítico e de muito desgaste para nós. A verdade é que o sono do bebê não é como o sono do adulto, e não existem regras. Há bebês que dormem a noite toda desde o nascimento, e outros (a maioria) que apresentam o sono inconstante, com alguns (ou muitos) despertares noturnos. Aqui em casa fomos agraciados com uma bebezinha que acordava quase que de hora em hora até o 1° aninho, com considerável melhora após esse período. Adeptos da cama compartilhada, digo que foi a escolha mais certa que fizemos, pois esta opção trouxe um pouco mais de conforto para a Dani em meio ao caos. Migrar para a sua cama, e para o seu quartinho, foi muito natural e no tempo dela. Como em todas as questões relacionadas a minha filha, sempre procurei auxiliar, assumir papéis, e aliviar o desgastante papel da mãe.

O pai tem essa função e importância, como já dito anteriormente, de compartilhar tarefas e estar à disposição, ou seja, ser um agente na redução da simbiose mãe/bebê. É com a diminuição desta dependência que o bebê começará, em tese, a se desenvolver mais, e também a dormir melhor. No nosso caso, eu e a Dani testamos inúmeras técnicas e teorias, e nada adiantou muito. Testamos rotinas, mudanças de horário de soneca e hora de dormir, redução da claridade da casa próximo à hora de ir para a cama (para o aumento da melatonina), homeopatia, ruído branco e etc., nada deu realmente certo, e até hoje a nossa baixinha, de quase 3 anos, ainda apresenta despertares noturnos. Uma coisa que nunca fizemos, por acreditarmos que vai de encontro às nossas escolhas como pais, foi o treinamento de sono.

Confesso que no auge do desespero, cogitamos a possibilidade, e chegamos até a contratar uma pessoa, mas não tivemos coragem de iniciar. A verdade é que a Sofia começou a dormir melhor quando relaxamos e deixamos que ela encontrasse o seu equilíbrio. Hoje ela anda acorda algumas vezes, mas nada comparado ao seu 1° ano de vida. Como pai, eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para aliviar a Dani, como revezar as noites, me manter de prontidão, e dar apoio nos momentos de cansaço e exaustão. Devemos sempre estar à disposição, sermos o suporte para as mães, e também nos conectarmos com os bebês, para que ele entenda que há um mundo além delas. Na próxima semana falaremos um pouco sobre os saltos de desenvolvimento, muito importante para entendermos alguns comportamentos dos pequeninos.

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