Os perigos da superproteção infantil

“Amor e atenção devem estar presentes no laço entre pais e filhos, mas amar é também permitir que a criança descubra o que o mundo tem a lhe oferecer. ”

Os perigos da superproteção infantil
Reprodução Internet

Quando falamos de sermos pais, automaticamente nos vem à mente cuidados, zelo e proteção. No mundo violento e complicado que vivemos, com notícias e situações cada vez mais assustadoras, essa insegurança e visão de necessidade de proteção fica ainda maior. Tudo isso desperta em nós pais uma superproteção, que ultrapassa os limites e acaba prejudicando o desenvolvimento infantil. Claro que cuidados e proteção são necessários, mas temos que entender que nossos filhos precisam explorar o que o mundo tem a oferecer a eles. Mas, para isso, ter equilíbrio é a melhor atitude. Cuidados exagerados podem atrapalhar o pleno desenvolvimento dos pequenos, gerando atrasos psicomotores, cognitivos, sociais e emocionais. Praticar atividades, brincar, correr, são extremamente necessários às crianças, e geralmente esta oportunidade é negada a uma criança superprotegida. Desta forma é primordial saber até que ponto essa relação pode influenciar positivamente e quando esse vínculo se torna prejudicial para o crescimento dos pequenos, impactando na sua vida adulta. Para ter uma ideia básica sobre os benefícios para uma criança que brinca e explora o mundo, posso dizer que elas passam a ter certa imunidade a vermes e bactérias, por exemplo. Isso certamente não quer dizer que devemos deixá-los largados, é necessário entender, por mais difícil que isso seja, que toda criança precisa aprender, explorar, conhecer e descobrir o mundo.

“Amor e atenção devem estar presentes no laço entre pais e filhos, mas amar é também permitir que a criança descubra o que o mundo tem a lhe oferecer. ”

Essa superproteção gera insegurança e problemas na autonomia das crianças, tornando as crianças sujeitos frágeis diante das demandas do dia a dia. Uma criação sadia e madura é aquela que consegue entender onde sua participação não se faz necessária, e deixa a criança ser protagonista de suas próprias decisões e atitudes. Por isso, deixe seu filho explorar o mundo, deixe ele crescer como pessoa, que possa enxergar o mundo com os próprios olhos, superar seus medos e inquietações. Certamente você estará criando uma pessoa preparada para sua vida adulta.