Para evitar maiores danos com chuvas, PBH prevê 200 obras na cidade

Programa de Gestão do Risco Geológico-Geotécnico foi apresentado esta manhã pelo prefeito Fuad Noman

Para evitar maiores danos com chuvas, PBH prevê 200 obras na cidade
Claudia Rabelo / CMBH
Em coletiva esta manhã, 8, na prefeitura de BH, foi apresentado um plano para conter os riscos de deslizamentos de encostas na capital, com 200 obras previstas até o ano que vem. O Programa de Gestão do Risco Geológico acontece após os recordes de tragédias em Belo Horizonte e o alto número de remoção de famílias nos anos de 2019 e 2020. O valor financeiro reservado pela prefeitura para a finalização do programa é de mais de R$115 milhões, com expectativa que 70 obras sejam finalizadas até o final do período chuvoso de 2022.
O prefeito Fuad Noman informou que é no período sem chuvas que deve-se começar a atuação para conter os estragos das tempestades: "É na seca que se combate os efeitos da chuva. O Brasil está vivendo nesse momento, graves crises com área de encostas. Vimos Petrópolis, é lamentável a situação de Recife. E quando você olha, é exatamente a encosta que desce e leva casa, bens, leva pessoas. O número de mortes é extremamente em alto", declarou.
Na entrevista de hoje, Noman informou que as obras atenderão 245 mil famílias que vivem em situação de risco em BH, mas que a área que exige atenção para o risco geológico é cerca de 4 vezes maior que o contemplado no programa. 
Segundo o coronel Waldir Figueiredo Vieira, Subsecretário de Proteção e Defesa Civil de BH, a meta é não perder vidas: “A nossa meta é ter zero perdas de vida em BH com uma ação que antecede esses desastres”, sendo que nos anos de 2019 e 2020 a capital somou 12 vítimas fatais.
As obras para evitar deslizamentos tem como função principal conter as encostas, por isso exigem estruturas como muros de contenção e intervenções para estabilização do terreno. Além disso, o plano prevê medidas para oferecer o serviço de saneamento para os moradores.
Com informações do Estado de Minas