Passaporte da discórdia

Walter Nery aborda em sua coluna Papo Reto o polêmico 'Passaporte de Vacinação'

Passaporte da discórdia

Na semana que passou, o presidente do STF, Luiz Fux, derrubou a liminar que havia suspendido o passaporte da vacina na cidade do Rio de Janeiro, permitindo assim que o comprovante de vacinação contra a COVID seja exigido para entrar em prédios públicos e estabelecimentos comerciais do município, por mais absurdo que possa parecer.

Assim, a cidade maravilhosa pode continuar condicionando acesso a shows, eventos, restaurantes, pontos turísticos e até hospedagem em hotéis, o que motivaria a procura pelos postos de vacinação. Por outro lado, certamente irá afastar os turistas.

A polêmica continua. Aliás, desde que o vírus chinês de laboratório desembarcou no país, o STF tem impedido que a política pública para enfrentamento da crise sanitária seja conduzida pelo governo federal.

Os iluminados da Suprema Corte tupiniquim já deixaram claro que o Ministério da Saúde não entende nada de “CIÊNCIA”, e que são eles, os intocáveis de toga, os verdadeiros cientistas, profissionais oniscientes da área médica, que sabem tudo da doença, das vacinas experimentais, e o que é melhor para todos. Que se dane a Constituição, e as garantias e liberdades individuais nela asseguradas aos cidadãos.

Isto depois do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ter declarado ser desnecessária a exigência de passaporte sanitário para que pessoas possam acessar determinados eventos ou locais.

Segundo o Ministro, o mais importante é garantir a vacinação, para aqueles que queiram, como vem fazendo o governo federal. Já foram distribuídas mais de 220 milhões de doses à população, num esforço conjunto com estados e municípios.

Vale lembrar que posturas isoladas e descabidas de alguns prefeitos e governadores, entre eles Eduardo Paes no RJ e João Dória em SP, não têm outro condão senão contrariar qualquer recomendação vinda do governo federal, na oposição tresloucada e doentia ao presidente da República. Pouco ajudam no enfrentamento da COVID, preocupados que estão apenas em postular a vaga da tal “terceira via” para 2022, que muitos incautos ainda acreditam existir.

Evidentemente, a desacreditada e decrépita mídia esquerdista, aliada fervorosa dos que querem derrubar Bolsonaro a qualquer custo, divulga e reforça incessantemente que o passaporte da vacina é necessário e imperativo, uma importante estratégia, como forma de forçar a população a se vacinar, e ampliar e estimular a imunização no país.

Em suas narrativas enviesadas e falaciosas, dizem que a proteção de uns depende da proteção de outros, e que não haverá saúde para alguns se não houver saúde para todos. A canalhice e hipocrisia não têm limites.

Enquanto isso, a “Food and Drug Administration”, equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, recebeu nesta terça-feira,5, um pedido de autorização para o novo tratamento preventivo de anticorpos contra a COVID-19 da AstraZeneca, denominada AZD7442. A terapêutica é voltada para pacientes imunocomprometidos, pessoas cujo sistema de defesa natural contra infecções está danificado.

Segundo a farmacêutica AstraZeneca, o tratamento pode proteger as pessoas que não conseguem desenvolver resposta imune suficiente depois da vacinação, bem como complementar o ciclo vacinal daqueles que precisam aumentar sua imunidade diante do patógeno. Assim, segundo a empresa, o AZD7442 contém anticorpos feitos em laboratório projetados para permanecer no corpo por meses, com a finalidade de conter o vírus em caso de infecção.

Ou seja, uma das gigantes farmacêuticas que criou a vacina para a COVID, agora está reconhecendo que a vacina não é tão eficaz assim.

Segundo a CNN, pesquisadores britânicos descobriram que pessoas infectadas com a variante Delta têm menos probabilidade de transmitir o vírus se estiverem vacinadas, mas esse efeito protetor é relativamente pequeno, e diminui de forma alarmante três meses após o recebimento da segunda dose.

O estudo também revelou que em pessoas infectadas duas semanas após receberem a segunda dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, a chance de contrair COVID após o contato próximo com um não vacinado era de 57%. Mas três meses depois, essa chance subiu para 67%, percentual idêntico de uma pessoa não vacinada espalhar o vírus.

Mas nada disso importa. O que vale mesmo é obrigar a vacinação e exigir o passaporte sanitário, sem pestanejar. Pronto e acabou!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.