Patrimônios Estrada Real

Coluna Estrada Real

Patrimônios Estrada Real
Acervo IER - Bruno Figueiredo e Pedro Silveira (2)

A arte barroca, a música, a arquitetura colonial, a culinária, o artesanato, as festas populares, os rituais religiosos, natureza exuberante são patrimônios presentes na Estrada Real. É possível ver de perto os cenários de conquistas, lutas, milagres, histórias de amor e fé, arte e cultura.

Compõe a Estrada Real as vias de acesso, as trilhas calçadas pelos escravos, os descaminhos do contrabando, os pontos de parada, as cidades e vilas históricas, enfim, o patrimônio natural, histórico e cultural que se forjou durante o passar dos homens e do tempo.

Hoje, a Estrada Real possui em seu trajeto quatro Patrimônios da Humanidade:

  • 1980 - Cidade Histórica de Ouro Preto;
  • 1985 - Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas;
  • 1999 - Centro Histórico de Diamantina;
  • 2019 - Paraty - Cultura e Diversidade.

Além disso, estão presentes vários patrimônios naturais e histórico-culturais em nível nacional, estadual e municipal e vamos citar alguns.

O patrimônio cultural é de fundamental importância para a memória, a identidade e a criatividade dos povos e a riqueza das culturas e pode ser definido como um bem (ou bens) de natureza material e imaterial.

O patrimônio material é formado por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes; e das artes aplicadas, através dos livros dos tombos. 

Destacamos o Serro, que além do conjunto arquitetônico e urbanístico, possui Edificações e Acervos das Igrejas Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo e Bom Jesus de Matozinhos tombados, além do Museu Regional Casa dos Ottoni.

Outros seis museus ao longo da Estrada Real também são tombados:

  • Museu da Inconfidência (Ouro Preto/MG)
  • Museu do Ouro (Sabará/MG)
  • Museu Regional (Caeté/MG)
  • Museu Regional (São João del-Rei/MG)
  • Museu de Arte Sacra (Paraty RJ)
  • Museu Imperial (Petrópolis/RJ) - apenas os acervos e/ou coleções são tombados

Ainda dentro do patrimônio material é de responsabilidade do IPHAN administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, da extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA). Dentre os bens Culturais Ferroviários destacamos Juiz de Fora, que possui as Estações Mariano Procópio, Santos Dumont, Central do Brasil e Leopoldina considerados de valor histórico, artístico e cultural.

Os bens culturais imateriais estão relacionados àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).

Dos 49 bens culturais registrados no IPHAN, 12 ficam na Estrada Real, entre eles:

  • Modo artesanal de fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, registrado em 13/06/2008.


Produção de queijo no Serro - Crédito Katsuyoshi Tanaka

Recentemente foi comunicada uma boa notícia para comemorar, com café coado na hora, sobre mais uma região integrante do modo artesanal de fazer Queijo de Minas: A região de Diamantina será reconhecida como produtora do Queijo Minas Artesanal.

  • Ofício de Sineiro e Toque dos Sinos em Minas Gerais, registrados em 03/12/2009. 

Nesses dois São João Del Rei sobressai em relação às demais cidades mineiras, sendo considerada a cidade dos Sinos. As outras cidades referências são Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas do Campo, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes.

O Ofício de Sineiro é prática tradicional, vinculada ao ato de tocar os sinos das igrejas católicas para anunciar rituais e celebrações religiosas, atos fúnebres e marcação das horas, entre outras comunicações de interesse coletivo.

O patrimônio natural é formado por monumentos naturais constituídos por formações físicas e biológicas, formações geológicas e fisiográficas, além de sítios naturais.

Na Estrada Real não temos ainda patrimônios naturais tombados pelo IPHAN, mas a Serra do Espinhaço é importante instrumento de conservação, sendo Reserva da Biosfera 

Reserva da Biosfera (RB) é um modelo, adotado internacionalmente, de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais. Essas áreas (686 no mundo e 7 no Brasil) devem ser locais de excelência para trabalhos de pesquisa científica, experimentação e demonstração de enfoques para conservação e desenvolvimento sustentável na escala regional.

Esta composição está definida na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, elaborada na Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris (França), em 1972.

Turismo sem limites, uma viagem encantada pela Estrada Real. Estrada Real: uma estrada, seu destino!


Santuário do Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas Patrimônio da Humanidade