Precisaremos de uma nova Constituição, após limpar o Congresso Nacional

Coluna Papo Reto - Walter Nery Hilel

Precisaremos de uma nova Constituição, após limpar o Congresso Nacional
Reprodução

As eleições estão chegando. Faltam menos de três meses para decidirmos o futuro do Brasil, e das próximas gerações.

O cenário político fica cada dia mais tenso, e a única certeza que temos é que o escrutínio de 2022 será definitivamente o mais importante da história do país.

A isenção neste momento torna-se extremamente perigosa. Os exemplos estão aí para quem quiser ver. Chile e Colômbia caíram em desgraça nas suas últimas eleições, após a omissão da maioria da população nas urnas. Somados à Argentina e Venezuela, tornaram-se a ameaça vermelha para toda América do Sul, cujo maior objetivo é tomar o Brasil.

Não há dúvidas. O mundo inteiro está de olho na opção que faremos em Outubro próximo. Com a situação crítica da economia mundial, que tende a se agravar no pós-Covid, e com a guerra sem fim na Ucrânia, as atenções se voltam para a escolha do eleitorado brasileiro e os rumos que decidirmos para a nação.

Apesar da maldição que nos ronda, com a ameaça do retorno da esquerda sociopata ao poder, seguimos no caminho da prosperidade, com determinação, coragem e firmeza de um governo que tem lutado contra tudo e contra todos pelo crescimento do Brasil, e sua consolidação como potência econômica mundial, além da maior promessa para a sustentabilidade do planeta.

Mas a luta não está sendo fácil, principalmente por estarmos vivendo numa democracia fragilizada, atacada por todos os lados, e com uma Constituição há muito destruída pelo Judiciário e jogada na lata do lixo.

O ativismo judicial no Brasil ultrapassou todos os limites. Atentaram contra a soberania popular, instalaram o caos, a insegurança jurídica e a crise institucional entre os poderes. A ditadura da toga, imposta pelos ministros da Suprema Corte brasileira, enoja os brasileiros e divide com os partidos atuais da esquerda a condição de maior câncer da sociedade.

Ninguém confia mais nas urnas eletrônicas, tampouco na desfaçatez dos institutos de pesquisa, a despeito dos esforços do TSE - o puxadinho do STF, e da grande mídia vendida, covarde e criminosa, para manipular e enganar os brasileiros.

As inúmeras manifestações país afora de apoio ao governo Bolsonaro, e de ojeriza e repulsa ao hipotético retorno do líder da maior organização criminosa do país ao poder, deixam claro que o único adversário do presidente Bolsonaro nas eleições é a fraude, capitaneada por Moraes, Barroso, Fachin, seus comparsas e o comandante molusco.

Esse é um perigo real, sério e preocupante, consolidado pela presidência já anunciada de Alexandre de Moraes no TSE, durante as eleições.

Tudo pode acontecer, e precisamos ficar atentos com as manobras que serão feitas para sepultar de vez a soberania de um povo, suas liberdades e garantias individuais.

As Forças Armadas terão um papel fundamental e decisivo neste processo, para não permitir que as forças do mal conduzam nosso país às trevas. É uma questão de segurança nacional !

Apesar de Bolsonaro insistir que vai jogar nas “quatro linhas”, é evidente que está enxugando gelo e precisa mais do que nunca do apoio dos militares. A Suprema Corte sequestrou o país faz tempo, derreteu nossa Carta Magna, e precisa ser contida em sua cleptocracia desvairada e torpe.

Os escândalos, que evidenciam a luta do bem contra o mal, vão sendo compartilhados em profusão nas redes sociais, traiçoeiramente omitidos pelo tal “consórcio dos veículos de comunicação”.

A notícia mais recente, que apesar de assombrosa, não chega a ser surpreendente, foi a interlocução privilegiada entre o Partido dos Trabalhadores - PT e o Primeiro Comando da Capital – PCC, principais organizações criminosas do Brasil, quando a esquerda estava no poder.

Essas duas grandes facções, fundadas em São Paulo, e abarrotadas de criminosos da pior extirpe, se destacaram pela prática delituosa em larga escala, com cifras multimilionárias.

O PT e o PCC são gêmeos siameses na atividade criminosa, desde seu nascimento.

A revista VEJA publicou no último final de semana, com exclusividade, a relação entre essas organizações perigosas, a partir de trechos do depoimento do empresário e publicitário Marcos Valério para a Polícia Federal, o conhecido operador do Mensalão, em 2018.

Descoberto em 2005, o escândalo resultou num processo que denunciava 19 parlamentares, empresários e vários membros do PT, todos ligados ao governo Lula por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas, peculato e gestão fraudulenta.

O julgamento no STF só ocorreu em 2012, na Ação Penal 470, sendo relator do processo o ex-juiz Joaquim Barbosa. Ao final, foram julgados 38 réus. 12 foram absolvidos, 1 faleceu no curso do processo, e 25 foram condenados por um ou vários crimes.

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – CPMI à época, responsável pela investigação do Mensalão no Congresso, apontou desvios de recursos públicos na ordem de 1 BILHÃO E 300 MILHÕES DE REAIS.

Entre os condenados pelo STF, os crimes de Marcos Valério totalizaram uma pena superior a 37 anos de prisão. Após o cumprimento de 1/6 da pena, entretanto, o juiz Barroso autorizou a progressão do regime inicialmente fechado para o semi-aberto.

No depoimento sigiloso à Polícia Federal em 2018, publicado pela revista VEJA agora, Valério fez revelações alarmantes.

O operador do mensalão relatou o envolvimento do PT com o PCC, e detalhes de bastidores de grandes esquemas de corrupção, envolvendo as duas maiores facções criminosas do país, sempre sob o comando de Lula.

As relações entre PT e PCC sempre foram manchetes nas páginas policiais. Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, lideranças do PCC já reclamavam da mudança de postura, e da falta de diálogo com a nova administração federal.

Em seu depoimento à PF, o publicitário destacou que essa interlocução privilegiada entre o PT e PCC extrapolava em muito o tal diálogo com o governo petista à época.

Marcos Valério explicou que os bingos faziam a lavagem do dinheiro do crime organizado, que por sua vez financiava campanhas de vereadores e deputados do PT, em dinheiro vivo.

Revelou ainda que ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, assassinado em 2002, tinha feito um dossiê, mostrando os integrantes do PT que eram financiados pelo crime organizado, e quem tinha pedido a ele para dar ajuda como Prefeito em sua cidade. Evidentemente, o dossiê sumiu, e levou junto a vida de Celso Daniel, num daqueles assassinatos políticos que não há provas, mas também não há dúvidas.

Pelo depoimento de Valério, fica claro que o PT sempre teve a corrupção em seu DNA, e antes de assaltar os cofres públicos federais, com os escândalos do   Mensalão, Petrolão e tantos outros, já recolhia dinheiro das máfias e organizações criminosas, nas prefeituras que havia conquistado. Resumindo, era o PCC quem bancava a cúpula do PT.

Agora, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou requerimento para ouvir o publicitário Marcos Valério na próxima quinta-feira, 14/07, para explicar melhor as relações criminosas entre o PT e o PCC. Isso, evidentemente, se não houver um acidente com o avião que o leve à Brasília, ou se ele não tentar um suicídio com uns 30 tiros até lá.

Todas essas informações, reveladas ao grande público somente agora, são um importante aviso para os brasileiros nas eleições deste ano.

Precisamos mais do que nunca afastar do Congresso Nacional parlamentares coniventes e comprometidos com o crime organizado, principalmente na aliança PT-PCC, para a partir de 2023 começarmos a discutir a necessidade de uma nova Constituição para o país.

É imperioso, para o futuro, resgatar e fortalecer nossa combalida democracia, estabelecendo, entre outros, critérios para extinção de partidos políticos criminosos e corruptos, preservação e fortalecimento das garantias e liberdades fundamentais, e ainda sanções para agentes políticos e magistrados, que promovam a ruptura das instituições democráticas, a inobservância da separação entre os poderes e a insegurança jurídica no país.

Uma nova Constituição brasileira, robusta, que restaure por completo a democracia verde e amarela, deverá ainda rever, é claro, a atual estrutura do STF, seu funcionamento, a abrangência de suas decisões e aplicabilidade de decisões monocráticas, regras para preenchimento dos quadros de Ministros da Corte, aumento da idade mínima para entrância, mandato para seus integrantes, além de  restrições ao direito de ação para milhares de sindicatos e dezenas de partidos políticos sem nenhuma  representação popular.

O Brasil precisa avançar, e todos seremos responsáveis pela escolha que fizermos nas urnas este ano. Deus abençoe nossa pátria!

Walter Nery Hilel
Pré-candidato a Deputado Estadual – PTB/MG

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

  • Eliselene Virira
    Eliselene Virira
    Caro escritor, Gostei imensamente do seu texto! Parabéns!
    27 days atrás Responder  Curtir (1)
  • Phillippe
    Phillippe
    Muito bom!!!
    29 days atrás Responder  Curtir (1)
  • Jorge Wilson
    Jorge Wilson
    Os argumentos possuem a minha concordância, para se tornar realidade, precisamos ir além do que desejamos, como relata, ou seja, as vozes dos brasileiros de bem só terão força quando irmos impor a nossa soberana popular, creio que estão.pagando para ver.
    30 days atrás Responder  Curtir (1)

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Walter Nery é pré-candidato a Dep. Estadual pelo PTB/MG. Formado em Jornalismo pela PUC-MG, trabalhou nas seguintes emissoras : Rádio Capital - repórter e editor; TV Globo - apurador, produtor, repórter e editor de texto; TV Bandeirantes - repórter. - Formado em Direito pela Universidade Fumec - BH(MG): Advogado atuante nas áreas cível, trabalhista, penal e previdenciário.