Receita equilibrada: Teste da Harley-Davidson Sport Glide

Versatilidade, conforto e simplicidade são os destaques da Harley-Davidson Sport Glide

Receita equilibrada: Teste da Harley-Davidson Sport Glide
Divulgação


A Harley-Davidson Sport Glide é um mix entre versatilidade, conforto e simplicidade. Pode ser usada no dia a dia como também se transformar em uma cruiser para viagens. Essa Harley traz diferenciais: a minicarenagem e as malas laterais, que podem ser retiradas para dar mais agilidade no trânsito urbano. Preços a partir de R$ 98.900 para a versão em preto brilhante.

Com 2,32 metros de comprimento e 317 quilos, a Harley-Davidson Sport Glide conta com o desempenho proporcionado pelo motor Milwaukee-Eight 107, 1.746 cm3, que oferece quase 15 kgfm de torque – a marca não declara a potência máxima de suas motos. Em termos de eletrônica embarcada, a Sport Glide conta apenas com piloto automático e sistema de freios ABS – com disco simples em ambas as rodas.

A moto tem uma bela identidade visual, com destaque para as rodas de alumínio fundido, chamadas de Mantis, e farol com iluminação de leds. A moto também conta com acabamentos em preto: tampa dos cabeçotes e ponteira do escape, além do chassi. É uma Harley que atrai um público mais jovem, entre homens e mulheres, juntamente por sua assinatura visual e versatilidade.

Impressões ao pilotar

Nas curvas de Santos

Santos/SP - O dia começa ensolarado, com vento gelado e probabilidade de chuva no período da tarde. Então é hora de pegar a estrada – sentido Baixada Santista – com a Harley-Davidson Sport Glide. Na estrada, a minicarenagem protege o motociclista do vento frontal, peça que é presa na suspensão por abraçadeiras de engate rápido. Já no caso dos alforjes, as malas rígidas contam com uma trava interna e dois pontos de ancoragem. A capacidade combinada é de 25,5 litros, com chave. Dá para levar uma mochila, capa de chuva e outros objetos para um bate e fica de final semana. As três peças são “destacáveis”.

Além dessa versatilidade, o que mais agrada na Softail é a ergonomia, traduzida pelo conforto sobre a moto. O piloto fica com os braços semiflexionados, cujas mãos se conectam com manoplas de boa empunhadura, aliado a um guidão largo, com 830 milímetros de uma extremidade a outra. O painel de instrumentos fica sobre o tanque de combustível e apresenta bom posicionamento e fácil visualização das informações, mesmo em dias ensolarados.

Para contribuir com a posição mais relaxada de pilotagem, pedaleiras avançadas e um assento que deixa o piloto bem encaixado e, consequentemente, jogando centro de gravidade lá para baixo. Porém, o banco do garupa é estreito, conta com pouca espuma e joga a pessoa para fora da moto em uma aceleração mais brusca. Um sissybar (apoio lombar) ajuda em muito a solucionar parte do incômodo e está disponível na vasta linha de acessórios da Harley.

A Harley-Davidson Sport Glide oferece um comportamento muito dócil. As repostas são bastante progressivas, sem sustos. Contudo, se for preciso de força para uma ultrapassagem, o tradicional V2 não nega sua origem e nada deve para a motos equipadas com o “irmão maior” de 114 polegadas cúbicas. Em uma subida mais íngreme, o ideal é baixar uma marcha e girar o acelerador. Não há freios combinados ou ABS em curvas, controle de tração ou partida em rampas, como adotado nas novas

Touring. Dessa forma, a pilotagem fica mais “raiz”, mas ainda mantendo uma boa segurança. Acrescentam-se farol redondo, guidão largo, motor V2, câmbio de 6 marchas e muita força.

No trajeto de volta, uma chuva torrencial quase inundou a subida da serra pela Rodovia Anchieta. Apesar do aguaceiro, a moto se mostrou sempre na mão, no trilho, apesar do “grooving” do asfalto (ranhuras na vertical), que muitas vezes tira motos de menor capacidade da trajetória. Esse equilíbrio se dá em função dos pneus Michelin (130/70 – D e 180/70 – T) e do conjunto de suspensões: na dianteira, garfo telescópico invertido, com tubos de 43 milímetros e curso de 130 milímetros. Já na traseira, é monoamortecida, com múltiplas regulagens de pré-carga da mola e 86 milímetros de curso. Acerto com carga e garupa é fundamental para não bater seco e dar final de curso da suspensão traseira.

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