Setor de Eventos: Liberação Tardia e Ineficaz

Setor de Eventos: Liberação Tardia e Ineficaz
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Eventos sociais, shows e teatros finalmente foram liberados em Belo Horizonte, depois de um ano e quatro meses de pandemia. A flexibilização, anunciada pela prefeitura no dia 01/07, aconteceu em função da queda nos indicadores da COVID-19, graças ao avanço da vacinação. Feiras e congressos também poderão retornar em agosto. A liberação perde o status de vitória, já que é resultado de uma luta que durou muito tempo e, infelizmente, deixou danos irreparáveis ao setor.

Desde março de 2020, a capital mineira fechou totalmente quatro vezes registrando um dos maiores lockdowns no mundo. Em cada reabertura, várias atividades eram contempladas de certa maneira. O setor de eventos, porém, não foi considerado em nenhuma delas. Ou seja, as famílias que dependiam financeiramente disso ficaram à deriva em um mar de dificuldades e incertezas, totalmente ignoradas pelo Poder Executivo.

É importante lembrar que por trás de cada comemoração existem vários fornecedores. Em um casamento, por exemplo, trabalham cerimoniais, fotógrafos, decoradores, garçons, cozinheiros. Já em shows e peças teatrais, além dos artistas sob os holofotes, vários profissionais estão nos bastidores, como os seguranças, os vendedores das bilheterias e os técnicos de som, luz e montagem. O serviço não foi priorizado e nem considerado como essencial pela Administração Municipal, mas é essencial para essas pessoas porque, para a maioria delas, é a única fonte de renda.

Recebi muitos pedidos desesperados durante os primeiros meses de mandato. Questionei e exigi da prefeitura através de requerimentos e nas ações das Comissões Parlamentares um posicionamento ou ação, porém sem sucesso. Muitos pais e mães que me procuraram só queriam trabalhar e garantir o sustento para suas casas. Estavam dispostos a cumprir rigorosamente os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades de saúde e se adaptar as alternativas viáveis para o momento. Enquanto isso, festas e bailes funk clandestinos nunca pararam. Várias cidades da região metropolitana retomaram as atividades do Setor adaptadas ao momento, deixando BH para trás.

Hoje, mesmo com a liberação é impossível comemorar. Os protocolos são inviáveis e incoerentes com medidas discrepantes para outros setores que não sofreram as mesmas imposições. A obrigatoriedade de apresentação de teste PCR individual, que custa 140 reais, para todos os convidados e envolvidos nos eventos. A limitação do número de convidados para 200 pessoas, com 4 pessoas por mesa e distanciamento de 5m², a proibição do contato de monitores com as crianças e a exigência de que todos permaneçam sentados durante as festas, são medidas irracionais e sem lógica.

As empresas que sobreviveram se encontram acuadas diante de tais medidas. Vários empregos foram perdidos porque a administração da nossa cidade não soube conciliar saúde e economia, e mesmo agora não oferece viabilidade de retomada do Setor.

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