Um negro e uma mulher na Academia Brasileira de Letras. Que orgulho!

Não julgue um livro pela capa, nem uma canção pela melodia. Você pode parecer contraditório... ou tolo!

Um negro e uma mulher na Academia Brasileira de Letras. Que orgulho!
Divulgação

Alô a todos.

Tenho um grande orgulho de já ter lido obras do Fundador da Academia Brasileira de Letras, um NEGRO lindo chamado Machado de Assis. Obras históricas como Memórias Póstumas de Brás Cubas, que tem citações antológicas como “Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar” ou “Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho. Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!” quem sabe aquele outro poema – “Flores me são teus lábios. Onde há mais bela flor, em que melhor se beba O bálsamo do amor?” ...SENSACIONAL NÃO? Machado de Assis povoou minha infância, minha adolescência com seus livros e sua obra constitui-se de dez romances, 205 contos, 10 peças teatrais, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas que já foram temas de estudos universitários, questões de vestibulares, concursos... Era realmente um escritor, cronista, literata de ALTÍSSIMO nível.

Ah!   vocês   acharam   que   eu   estava   falando   daquele cantor, compositor, e POLÍTICO BRASILEIRO que escreveu 4 livros, assim mesmo em coautoria com outros escritores? Que escreveu MARAVILHAS como Zeca, meu pai, comprou um Volks-Volkswagen blue... Zeca, meu pai, comprou um carrinho todo azul” ou “Ó, veado, quanto tato preciso pra chegar perto ando tanto querendo o teu pulo certo teu encanto...teu porte esperto, delgado...”?

NÃO! Era de outro negro que REALMENTE merecia uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, aí sim! Até porque SEMPRE acreditei que pele é um órgão do corpo humano que não significa o quanto é clara ou escura... São ambas LINDAS. Claro, digo isso só para provocar sua análise, seu pensamento.

Mas e a mulher? Ah! A mulher à frente do seu tempo, membra da Verdadeira Academia Brasileira de Letras, dona de uma inteligência ímpar, mas acima de tudo RACHEL DE QUEIROZ, autora de pérolas das letras brasileiras como A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado. Ou quem sabe “Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.” Aquela que foi autora de 22 livros (todos autorais), e que traduziu para o português mais de 40 obras.

Aquela que participou da 21.ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 1966, onde serviu como delegada do Brasil, trabalhando especialmente na COMISSÃO DOS DIREITOS DO HOMEM. Sem ligar por afetações inúteis, sem querer parecer vítima pelo simples fato de ser MULHER. Uma grande mulher. Sim, uma mulher que NUNCA FOI ATRIZ. Porque sabe que cada um nasce com um dom.

É como aqueles jornalistas que teimam em ser comentaristas, atores, humoristas... Se julgam multifacetários, mas quando saem daquilo que aprenderam ficam só ridículos.

Ou vocês acharam que eu me referia à autora de 3 livros sendo apenas 1 escrito por ela?

Uma atriz GENIAL, mas... imortal da Academia Brasileira de Letras? Aí forçou a amizade né?

Cada macaco no seu galho. Mas, quem escolhe os imortais que assim recebem: - como "salário", R$ 3 mil por mês e mais alguns "cachês" pela presença semanal? Por exemplo: quem vai ao chá da terça-feira ganha R$ 800. O comparecimento à reunião de quinta-feira garante mais R$ 1.000. Assim, um membro que compareça a todas as reuniões — em um mês com quatro terças e quintas-feiras — pode acumular R$ 10.200,00? Quem os elegem? São os próprios membros. No caso, temos como exemplo José Sarney, Marco Maciel...

Nada mais a dizer. Só, lamentar!

Até a próxima sexta-feira Contato: [email protected]

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

  • Judite Carvalho de oliveira
    Judite Carvalho de oliveira
    perfeito amigo!! falou tudo. parabéns.
    12 days atrás Responder  Curtir (1)
  • Sidney lima Oliveira
    Sidney lima Oliveira
    Olá colunista e amigo José FRANCISCO e demais leitores. Eu li o livro Memórias de Brás Cubas. Confesso que foi para ilustrar e melhorar o conteúdo da conclusão de um trabalho no ginasial. Deu certo a professora me contemplou com um dez, fora os elogios. Fico triste com autores como os citados nesta coluna estarem esquecidos e livro de escrito por BRUNA SURFISTINHA ganhar as prateleiras da livraria. Estamos vendo nossa geração de hoje se afastar do amor, compreensão e do servir. A causa disso é a nossa literatura que veio sendo politizada para escravizar as massas. Nada contra político, eu gosto e vivo assuntos políticos. Quem não gosta de política e não acompanha é governado por quem gosta. Tudo que queremos para sermos felizes começa a partir de um sonho, diálogo e as ferramentas para conquistar. O seu primeiro diálogo pode ser com bons livros que ensinam o pensar, autocrítica, amor, família e o servir o por amor. Os bons autores esquecidos devem ser lembrados pelos PAIS e transmitidos aos filhos, sob pena dessa horda de zumbis continuar crescendo. Pode não parecer nocivo essa onda de livros chulos que estão sendo publicados. Essa onda de músicas sertanejas axes com letras de TRAIÇÃO, ÓDIO, VINGANÇA, LIBERDADE SEXUAL, por conseguinte, podem parecer inofensivas, mas não são. Cada casal jovem que sobe o altar e pratica um casamento líquido e separa em pouco tempo retornam às famílias antigas e muitas mulheres voltam com filhos para que os avós criem. Então eles voltam pra noitadas romantizando a liberdade e prontos para novos relacionamentos e fracassos. Pode parecer inofensivo, mas com dezessete milhões de brasileiros recebendo bolsa família requer um trabalho dobrado da classe média PAGANDO imposto de renda sobre seu suor de trabalho pessoal. Então, vamos refletir: a casa do vizinho está pegando fogo e não e problema nosso! _ Ledo engano. Quando maior o número de miseráveis, maior será o imposto cobrado para sustenta_los. Logo, educação e saúde precisam deixar de ser apenas um balcão de negócio político negligenciado. A nossa segurança maior vem do berço explendido. Se não acordamos seremos eternos na arte da estática e formação de forças policias para conter o avanço do crime. Crime esse cometido pela negligência das próprias pessoas que criam as ferramentas para explorar os pobres e sangrar as classes sociais que os sustentam em seus palácios. Sidney Oliveira Lima
    15 days atrás Responder  Curtir (1)

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José Francisco Resende - Advogado, Mestre e Doutor em Comunicação Social. Foi superintendente da Lar Imóveis, pós graduando em pericia criminal e investigação forense, foi coordenador de Marketing da Federação do Comércio, Bens e Serviços – Fecomércio MG, coordenador nacional de marketing da Pharlab – Indústria Farmacêutica e CEO da Multicom do Brasil, empresa de Comunicação de âmbito nacional. Foi consultor do Grupo Balcão e especialista de comunicação. Palestrante do SEBRAE MG. Leia sua coluna toda sexta-feira no Balcão News!