Walter Casagrande. Um imbecil com microfone na mão

José Francisco Resende apresenta a sua coluna semanal

Walter Casagrande. Um imbecil com microfone na mão

Alô a todos.

Hoje, nosso tema versa sobre um jogadorzinho mediano, que tive a oportunidade de entrevistar nos bons tempos de rádio. Ele fez uma questão ENORME de ser antipático ainda que a pergunta fosse de caráter elogioso. Perguntei a ele se a camisa 10 da Seleção Brasileira era uma responsabilidade a mais. Ele me respondeu que essa história de camisa 10 era uma invenção nossa (da mídia) e que ele vestiria qualquer camisa. Eu contra-argumentei que a 1 ele talvez não pudesse vestir. O que seria uma piada, dependendo do humor do entrevistado acabou na cabeça do Casagrande como uma ofensa e ele fez um gesto obsceno como resposta àquele repórter em princípio de carreira. Mas, se as lembranças ficaram a mágoa se dissipou por si só. Até o dia que vi o “tal” Casagrande, que de grande só tem o sobrenome, discutindo com o Caio Ribeiro por quem tenho muito respeito e admiração por JAMAIS abordar temas políticos ou comportamentais em um programa que NADA deveria ter destas pautas, muito mal usadas pelo “consórcio globo” que nada mais é que o grupo Globo antigo, sem as bênçãos do seu criador Roberto Marinho.

Acredito que um comentarista deva se ater apenas ao assunto que é colocado em pauta – no caso o futebol – já que a transmissão era do SporTV.

Casagrande que foi um jogador medíocre, que começou no Corinthians e com apenas 18 anos deixou o clube por uma briga com Oswaldo Brandão (seu técnico), por problemas de comportamento, o que causou a sua saída do clube e seu empréstimo à Caldense. E os bons exemplos para a juventude que nele se espelhava, nunca foram respeitados pelo “comentarista”.

Nunca foi um jogador de grande expressão, tanto é que, mesmo jogando ao lado de grandes nomes como Careca, Miller, Renato Gaúcho; justamente por causa da fama que o precedia. Era brigão, indisciplinado e foi internado durante um bom tempo por causa da dependência de cocaína e heroína. Nada contra adictos e nenhum gênero, cor ou orientação sexual. Tanto que cresci vendo a bela negra Glória Maria comandando o Fantástico, vi o homossexual assumido Ney Matogrosso por quem sempre tive uma admiração imensa pela sua voz, suas performances e sua imensa discrição, vi o melhor humorista do Brasil – Chico Anísio – receber personagens negros, gays, pais de santo, favelados, bêbados, sem deixar, no entanto, de levar aos nossos lares, o melhor humor do Brasil (sem afetação).

Casagrande passou longe de ser um inesquecível jogador de futebol, o que fazia com relativa boa presença. Mas um grande comentarista? Passou longe. Primeiro porque não serve de exemplo para ninguém com seu jeito arrogante – fala como se só a verdade dele existisse. Segundo porque não sabe respeitar nem os colegas de programa. Terceiro porque não se comporta como um bom exemplo para ninguém. Parece que nem o perrengue dele com as drogas não deixou qualquer vestígio de humildade. Não foi, não é e acho que vai custar muito para ser um grande profissional.
Acredito muito no exemplo, no legado que as pessoas deixam com a sua história. Claro, que ninguém precisa ser um santo. Quem nunca cometeu pecados, principalmente quando jovem?

Ora, senhor Walter, deixe o Júnior só no sobrenome e cresça... Afinal o senhor já é quase um sexagenário que não sabe fazer outra coisa a não ser criticar. Saiba se calar quando seus colegas, que sabem MUITO MAIS que o senhor dar suas opiniões e os respeite.

Dê-se a chance de parecer inteligente, apenas calando a boca! Até a próxima semana.

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.