Subiu para 40 o número de mortes de cachorros após comerem petiscos com suspeita de contaminação por monoetilenoglicol no Brasil. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta semana.
Em Belo Horizonte, segundo a Polícia Civil, subiu para oito o número de mortes registradas. Segundo a PC, os tutores devem ficar atentos ao surgimento de sintomas nos cães após o consumo dos petiscos: em caso de convulsão, diarreia, vômito e prostração, é importante procurar a delegacia.
Há relatos de mortes em pelo menos oito estados, além de Minas Gerais e do Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe e Goiás.
A empresa Bassar, responsável pelos petiscos, informou que a produção foiu interrompida até que tudo seja esclarecido. E que já contratou uma especializada para monitorar todos os equipamentos de produção. E garantiu que está colaborando com a investigação desde as primeiras denúncias.
Um laudo preliminar da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (Vet-UFMG) identificou a presença do monoetilenoglicol no corpo de um dos cachorros mortos por suspeita de intoxicação após consumir três marcas de petiscos de uma mesma fabricante. Ao menos nove mortes de cães são investigadas em Minas Gerais em São Paulo — e pode ter alguma relação com o caso da cervejaria Backer, em 2019.
Conhecida também como etilenoglicol, a substância encontrada no corpo de um dos cachorros geralmente é usada para refrigeração e encontrada em baterias, motores de carro e freezers ou geladeiras. É também o mesmo líquido que causou a intoxicação de 29 pessoas que consumiram a cerveja Backer, em 2019. Na época, dez pacientes morreram após ingerirem a bebida.

