Estamos vivendo em uma sociedade onde os casos de divórcio são cada vez mais constantes, e é algo que afeta muito a vida de crianças envolvidas nesses processos. Enquanto alguns pais focam em se digladiar, acabam não percebendo que os filhos são a parte mais frágil desta estória. É muito importante que, ao decidirem seguir caminhos distintos, que o ex casal se coloque no papel de pais e tenham a consciência que existem crianças que estão ali, e que precisam de muito cuidado neste momento.
Cada um precisa entender essa nova realidade, adaptar-se às mudanças e cuidar da parte emocional. Claro que é difícil que em um processo tão doloroso e complicado não haja estresse entre os ex cônjuges, mas é uma obrigação de ambos que os filhos sejam poupados de qualquer embate. Mas infelizmente vemos muitos casos de pais que, para atingirem o antigo companheiro, usam os filhos como ferramenta de agressão, conhecido como alienação parental. Essa atitude, além de ser crime, é extremamente danosa para as crianças, causando graves problemas à saúde mental dos pequenos. E é exatamente nesse momento tão delicado que um diálogo franco e honesto, além da boa convivência se mostram primordiais.
Os pais precisam ter a consciência que possuem um vínculo eterno através dos filhos, que merecem muita atenção e respeito. Nesse doloroso processo as crianças acabam cheias de receios, medos e questionamentos, precisando muito dos pais para tranquiliza-las. É o momento que os pais precisam demonstrar que há respeito e alinhamento entre eles, confortando os pequenos em um momento muito traumático. Mesmo vivendo em ambientes separados, que os pais busquem falar a mesma língua e seguirem as mesmas diretrizes. Se houverem regras diferentes em cada casa, isso gerará uma enorme confusão na cabecinha da criança, levando a distúrbios de comportamento.
As rivalidades pessoais não devem se estender aos valores ensinados aos filhos. Quando há conflitos nessa prática, criando dúvidas do que pode ou não pode, do que é certo ou errado, a criança fica confusa e se sente instável frente a outras relações. Nesse caso, os responsáveis devem alinhar regras quanto à alimentação, uso de tecnologia, horário de dormir e bons hábitos. A responsabilidade dos pais vai muito além das questões financeiras ou de rotina, e esses pais precisam entender que as decisões devem ser tomadas em conjunto, em termos de valores e melhores escolhas para os filhos. Encher os filhos de concessões e presentes não suprirá a necessidade de afeto e amor, sendo esse um erro gravíssimo nesse processo.
E, por fim, que ambos mostrem aos filhos que, apesar de não serem mais um casal, que eles os amam e que estão ali para darem todo o suporte que precisarem. O medo é comum na vida dos filhos de pais separados, pois eles acreditam que estão perdendo seu amor, e os pais precisam mostrar a eles que isso jamais ocorrerá. Como dito anteriormente, os filhos são a parte mais frágil nesse turbilhão, e por isso merecem toda a atenção.
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