Gradis que cercavam Câmara de BH são retirados

“Não se gradeia uma sede de Poder Legislativo para afastar as pessoas. Precisamos atraí-las, reforça o presidente do Legislativo, vereador Gabriel Azevedo.

Os gradis que ficavam entre as portarias 1 e 2 da Câmara Municipal de Belo Horizonte começaram a ser retirados. Com isso, a população terá mais um espaço público: a Praça da Constituição, que abriga um jardim próximo à principal entrada do Palácio Francisco Bicalho, obras de Oscar Niemeyer e Leandro Gabriel, monumento que homenageia os 20 anos da Lei Orgânica do Município, local de convivência e mastros com as bandeiras do Brasil, do Estado de Minas Gerais e de Belo Horizonte.

A área estava, até então, inacessível à população por conta dos gradis colocados, há cerca de seis anos, pelo então, presidente da Casa, ex-vereador Wellington Magalhães. A retirada dos portões está sendo acompanhada de uma revitalização do espaço, que será entregue à cidade, valorizando também a escultura de Amílcar de Castro, instalada em frente à portaria 1. “Não se gradeia uma sede de Poder Legislativo para afastar as pessoas. Precisamos atraí-las”, declarou o presidente Gabriel (sem partido), que acompanhou a retirada da estrutura, anunciando ainda a reabertura do Refeitório Popular na Casa, a ampliação dos serviços do Núcleo de Cidadania e parceria com a Fundação e a Secretaria Municipais de Cultura para desarquivar centenas de obras de arte e objetos da memória da cidade, expondo-os na CMBH.

Ao retirar os gradis do perímetro da praça como estratégia para vedação e cerceamento da ocupação desse espaço pelos cidadãos, a Mesa Diretora entrega uma área pública ao povo de Belo Horizonte, mas, mais do que isso, o Poder Legislativo pretende simbolizar a busca da aproximação entre representantes e representados com a abertura permanente da Casa aos anseios dos moradores da capital.

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O ex-vereador Wellington Magalhães cometeu um erro ao cercar a Câmara Municipal de Belo Horizonte em 2016, quando exerceu a presidência. Esse equívoco custou R$ 94.351,17. Agora, vamos abrir novamente o parlamento à cidade, pois a Casa do Povo precisa permanecer aberta”, declarou o presidente Gabriel. A retirada das grades não gerará nenhum custo adicional para a Câmara, uma vez que é realizada por prestadores de serviço do próprio Legislativo, e o material a ser recolhido será entregue à PBH.

Após a revitalização, o espaço deverá ser uma área de encontro e sociabilidade, proporcionando o bem-estar dos indivíduos e funcionando como local de escape dentro do contexto urbano. Desse modo, a área entre as portarias 1 e 2 passará a cumprir a sua função de espaço público e deverá contar com mobiliário e equipamentos urbanos como bancos, iluminação, cobertura vegetal, projeto paisagístico, além dos mastros com as bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e de Belo Horizonte, as quais são hasteadas pela manhã e arriadas ao fim do dia, explicou Gabriel Azevedo.. 

Volta do Refeitório e obras de arte

A abertura da Casa para a população será marcada também pela reinstalação do Refeitório Popular na Câmara Municipal nos próximos dias, com refeições balanceadas ao custo de R$ 3,00, conforme divulgou Gabriel. “Iremos ampliar os serviços do Núcleo de Cidadania e estamos concretizando uma parceria com a Fundação Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Cultura para desarquivar centenas de obras de arte e objetos da memória da cidade, que não estão ao alcance da população. E elas serão expostas, nos corredores, nas galerias, escadarias e no hall principal, tornando o parlamento o maior espaço de arte municipal existente aberto para a visitação do público”, antecipou o presidente.

Segundo ele, o acervo que deve ser transferido para a CMBH está no no Arquivo Público de Belo Horizonte, no Museu de Arte da Pampulha, no Museu Histórico Abílio Barreto e no Museu da Imagem e do Som. “A arte abre caminho para a democracia e precisa ser valorizada. Essas decisões foram tomadas no meu primeiro dia como presidente e, após os atos de domingo, 8 de janeiro de 2023, tive ainda mais certeza de que precisamos valorizar a cultura e os espaços públicos sedes de Poder.

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