Governador Zema prega modernização tributária

Entre os objetivos, a carta propõe a simplificação das obrigações para os contribuintes e da adoção do princípio do destino a partir da modernização tributária.
image 870x580 640639231aff8 1 image 870x580 640639231aff8 1
Zema defendeu a justiça social. Foto: Gil Leonardi. Governo MG.

O governador Romeu Zema participou, no último sábado, no Rio de Janeiro, do 7º Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). O encontro reuniu os governadores Cláudio Castro (RJ), Tarcísio de Freitas (SP), Renato Casagrande (ES), Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e Jorginho Mello (SC). Na reunião foi elaborada uma carta aberta, onde os governadores defendem a modernização tributária. Prometem ainda atuar junto ao governo federal e aos municípios para aprovação de uma reforma tributária de base ampla, que aumente a eficiência econômica.

A carta propõe ainda a justiça social, a modificação contribuirá para redução da regressividade e para a preservação da autonomia, em incentivo ao desenvolvimento local.

“A reforma tributária, se ela simplificar [a tributação], já é um avanço extraordinário. Estamos falando de cinco impostos que passariam a ser tributados de uma única vez no IVA [imposto sobre valor agregado]. Isso é uma grande conquista para qualquer empresário. Ao invés de fazer cinco sistemas de apuração, ele passa a ter um. Este, hoje, é exatamente um dos problemas que temos no setor produtivo no Brasil”, alertou o governador Romeu Zema. Ele também defendeu as grandes reformas como caminho para um futuro melhor para os brasileiros.

Publicidade

Dívida pública
 

De acordo com a carta consolidada pelos governadores, “é impensável que, num ambiente em que o crescimento econômico é muito inferior aos encargos dos contratos de dívida com a União, os estados paguem as dívidas e ainda invistam em infraestrutura, modernização e na manutenção dos serviços públicos essenciais”. 

Persistir neste compasso, conforme o documento, faria com que os estados perdessem “dinamismo econômico, gerando menos emprego e renda, dificultando o combate à redução da pobreza. A manutenção desta lógica é o ‘perdem todos'”, argumentam na carta os líderes estaduais.

“Os estados passaram a ter as dívidas corrigidas pelo IPCA mais 4% ou Selic, o que for menor. Hoje, os Estados do Sul e do Sudeste respondem por 93% da dívida pública com a União, representando cerca de R$ 630 bilhões e, em alguns casos, sua dinâmica se mostra insustentável”, concluem neste tópico.

Pacto Federativo

Sobe o Pacto Federativo, os governadores entendem que, em um ambiente de democracia e diálogo, decisões ser tomadas após amplo debate e exposição ao contraditório. Neste sentido, os estados do Sul e Sudeste estão alinhados no pedido para que certas medidas com impacto nas contas públicas estaduais não sejam mais estabelecidas pela União de forma unilateral.

“Nessa mesma linha, é importante que a União inicie o processo de compensação das perdas de arrecadação com o ICMS impostas pelas Leis Complementares nºs 192 e 194, respectivamente, de 11 de março de 2022, e 23 de junho de 2022, cujos efeitos somados impuseram, até dezembro de 2022, mais R$ 45 bilhões de perdas aos Estados”, sinalizam no documento, ressaltando o dever legal de o governo federal assegurar o equilíbrio das contas de estados e municípios.

Agências reguladoras

Por fim, os governos membros do Cosud manifestaram a importância do fortalecimento das agências de regulação, que desempenham um importante papel na regulamentação, controle e fiscalização de concessão de serviços públicos.

“É necessário também defender o respeito a marcos regulatórios que estão em plena vigência, após amplo debate da sociedade e aprovação pelo Congresso Nacional. A segurança jurídica é premissa básica para que o Brasil continue a receber investimentos de longo prazo, necessários para o desenvolvimento da nossa infraestrutura. Destaque para a área de saneamento, cujo marco regulatório prevê a universalização dos serviços até 2033”, enfatizam. 

O próximo encontro do consórcio será realizado em Minas Gerais.

Romeu Zema encerrou o encontro anunciando, que a próxima reunião será em Minas, dentro de 90 dias. “Encerramos o primeiro momento do Cosud e, daqui a 90 dias, vamos iniciar o segundo ciclo em Minas Gerais”, lembrou. “Ficamos com reuniões suspensas durante praticamente três anos, já que nosso último encontro havia sido em janeiro de 2020, no Paraná, por conta da pandemia. É com muita satisfação que estamos retomando e estaremos, em Minas, aguardando a todos para as próximas atividades”, afirmou.

O vice-governador Professor Mateus destacou a importância de, a cada encontro, se reafirmar o ambiente de cooperação entre os sete estados.

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this