Doença grave da retina pode afetar bebês prematuros

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Doença grave da retina pode afetar bebês prematuros. Foto: Freepik.

Dra. Paula Veloso Avelar Ribeiro (oftalmologista do Instituto de Olhos Minas Gerais (IOMG), especialista em retina e uveíte).

No Brasil, cerca de 11% dos nascimentos ocorrem antes das 37 semanas, segundo o Departamento de Informação e Informática do SUS (Datasus). O país ocupa a décima posição mundial em números de partos prematuros, conforme o documento “Observatório da Prematuridade”, da ONG “Associação Brasileira de Pais e Familiares de Bebês Prematuros”.

Os bebês prematuros necessitam de uma série de cuidados que começam no parto, seguem na unidade de terapia intensiva neonatal e se mantêm ao longo da vida. A possibilidade de ter alguma sequela aumenta quanto mais prematura for a criança, e um desses problemas é a retinopatia, doença ocular que afeta principalmente bebês nascidos com menos de 32 semanas ou com peso inferior a 1,5 kg.

A retinopatia da prematuridade também pode acometer pacientes com menos de 36 semanas de idade gestacional. A doença se desenvolve porque os vasos dos olhos só estão totalmente formados a partir de 38 a 40 semanas. Ao nascer prematuro, o neném precisa de oxigenioterapia para suprir a deficiência de oxigênio e precisa receber transfusões de sangue, o que vai alterando, ainda mais, o crescimento anormal dos vasos sanguíneos no fundo dos olhos (retina).

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O diagnóstico é fundamental para prevenir a perda visual, e é feito através de uma avaliação e acompanhamento cuidadosos por oftalmologistas em serviços de neonatologia. Lembrando que o risco aumenta muito em pacientes com menos de 32 semanas ou peso inferior a 1,5kg.

Geralmente o tratamento é feito com fotocoagulação a laser ou injeção intraocular de medicamento. Este ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do remédio Aflibercepte como uma nova e promissora opção terapêutica. Os quadros mais graves da doença podem levar o bebê a ter descolamento de retina e perda completa e irreversível da visão, tornando-se necessária a realização de uma cirurgia complexa que, infelizmente, costuma ter um prognóstico desfavorável.

Dra. Paula Veloso Avelar Ribeiro

(oftalmologista do Instituto de Olhos Minas Gerais (IOMG), especialista em retina e uveíte).

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