Rotas das Artes na Estrada Real

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Inhotim - Foto: Acervo Inhotim

Rota das Artes na Estrada Real

Arte e história são parte da cultura da Estrada Real, com manifestações artísticas do período colonial e são importantes para a compreensão da história.

Boa parte do patrimônio histórico nacional está na Estrada Real, assim como quatro bens tombados como Patrimônio Cultural da Humanidade, dentre eles a cidade de Ouro Preto e o Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, que é considerado uma das obras-primas do barroco mundial, feito artistas do período colonial Aleijadinho e Manoel da Costa Athaíde.

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Obras de Aleijadinho- Congonhas. Foto: IER.

A Estrada Real preserva uma rica história e cultura, e oferece muitas opções para quem aprecia as artes. Selecionamos esse roteiro como um ponto de partida para outras jornadas artísticas por este caminho mágico.

Iniciamos o itinerário no Instituto Inhotim em Brumadinho, que é o maior museu de arte contemporânea a céu aberto da América Latina, que se configura como uma junção de jardim botânico e um acervo com mais de 200 obras em exposição nas 22 galerias e jardins.

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Inhotim – Foto minasgerais.com.br

Em contínua transformação, a arte convive em relação única com a natureza, com alamedas cobertas de palmeiras raras e os famosos bancos do artista plástico Hugo França, em meio a uma arquitetura inovadora.

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Inhotim – Foto- minasgerais.com.br

O visitante tem acesso a obras de mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros, que compõem um acervo de mais de 800 peças, com pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo e instalações de renomados artistas são exibidos em galerias espalhadas pelo Jardim Botânico.

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Inhotim – Foto: Acervo Inhotim

Na região do Ouro, uma das cidades históricas mais importantes do país, e Patrimônio Cultural da Humanidade, Ouro Preto, possui uma intensa atividade cultural, e abriga a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop).

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Restauro FAOP – Foto acervo FAOP

São mais de cinco décadas contribuindo para a difusão, formação artística e técnica, sendo voltada para a preservação do patrimônio de Minas Gerais e do Brasil.

A sua sede, na Casa Bernardo Guimarães, abriga a sede administrativa, o Núcleo responsável pelo Curso Técnico em Conservação e Restauro, a Biblioteca Murilo Rubião e o Auditório Vinicius de Moraes.

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Casa Bernardo Guimarães – Foto acervo FAOP

O Núcleo de Arte realiza o projeto Sextas Abertas desde 2016, onde uma vez por mês a unidade abre suas portas com uma programação diversa, com oficinas, shows, rodas de conversa, pintura ao vivo e outras atrações culturais.

A FAOP também possui a Galeria de Arte Nello Nuno, espaço dedicado a exposições gratuitas, no circuito cultural do centro histórico e turístico de Ouro Preto.

Partindo para Ouro Branco, localizada aos pés de uma bela serra com 20 quilômetros de paredão, chegamos a casa da nobre arte da Cerâmica Saramenha. A técnica de produção da cerâmica, trazida de Portugal para o Brasil pelo padre José Joaquim Viega de Menezes, por volta do início dos anos 1800, tem seu aspecto vidrado, obtido a partir de elementos metálicos presentes no barro, chamando a atenção de quem tem contato com esta arte.

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Oficinas Cerâmica Saramenha – Foto acervo Cerâmica Saramenha via Facebook

A receita de argila, macete, cobre, chumbo, manganês, torno e forno de cerâmica, deixada pelo Mestre Bitinho, sobrevive através da oficina de Cerâmica Saramenha, que leva seu nome, e conta com um espaço de produção de peças, cursos e exposição permanentemente.

A Cerâmica Saramenha tem DNA mineiro e resiste há mais de 200 anos, e recebeu registro definitivo de patrimônio imaterial de Ouro Branco em 2013. Para o botânico e naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, a produção mineira teria total condição de rivalizar com as da Europa e, para o mineralogista inglês John Mawe, sua matéria-prima seria superior à empregada nas famosas porcelanas de Sèvres, na França.

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Cerâmica Saramenha – Foto: ceramicasaramenha.art.br

Nossa rota tem Congonhas como ponto de chegada. Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade abriga o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, que guarda um dos maiores patrimônios artísticos do Brasil, as esplêndidas obras executadas pelo mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

O maior conjunto de arte colonial do país é composto por uma igreja e seis capelas marcando os passos da Paixão de Cristo. A enorme basílica, que leva o nome do santuário conta com altares folhados a ouro e adornos impecavelmente entalhados.

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Basílica do Bom Jesus de Matosinhos- Foto: IER.

No amplo adro, estão os 12 profetas bíblicos, esculpidos em pedra-sabão, em tamanho real, pelo gênio Aleijadinho.

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Congonhas- Obras Aleijadinho – Foto: Daniel Ramalho.

As seis capelas abrigam impressionantes esculturas de cedro, também em tamanho natural, esculpidas por Aleijadinho e colorizadas por Mestre Ataíde.

Vale a pena fazer uma visita guiada, para entender a história e curiosidades do santuário.

A Estrada Real é um convite para uma imersão cultural completa, onde o passado e o presente se entrelaçam em um universo de beleza e criatividade.

Estrada Real: VIVA, EXPERIMENTE, DESCUBRA!

DANIEL MAGALHÃES JUNQUEIRA

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