As equipes técnicas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), enviadas ao Rio Grande do Sul no início de maio, estão passando por uma troca 20 dias após o início dos trabalhos.
A missão de restabelecer o abastecimento de água no estado, afetado por enchentes severas, exigiu o esforço e dedicação dos profissionais da Copasa, que atuaram em conjunto com outras empresas de saneamento nas áreas mais atingidas.
O retorno desses profissionais a Minas Gerais foi marcado por um sentimento de dever cumprido e emoção por terem contribuído para aliviar a situação dos moradores gaúchos.
Primeira equipe retorna a Minas Gerais
Dos 22 profissionais que compuseram a equipe inicial, 13 estão retornando a Minas Gerais, enquanto outros 13 começam a atuar neste final de semana no Sul. A despedida foi marcada por uma cerimônia simbólica onde Geraldo Magela Mendes, líder da primeira equipe e engenheiro de Manutenção Eletromecânica, passou o bastão para Phelipe Arruda, que coordenará a nova equipe em campo.
Relatos e experiências no campo
A engenheira de Projetos e Obras da Copasa, Tessa Pires da Mota Belo, destacou o comprometimento e a capacidade técnica da equipe. “O caminho foi árduo e ainda há muito a ser feito, mas poderia ter sido ainda mais difícil se não contássemos com o profissionalismo, comprometimento e o alto conhecimento técnico da equipe”, afirmou. Segundo Tessa, a presença de profissionais talentosos e preparados foi fundamental para a realização da missão.
Reconhecimento e gratidão
Ednei Vieira de Faria, técnico de Eletromecânica da Copasa em São Sebastião do Paraíso, retornou a Minas Gerais com uma carta de agradecimento de Wallan Coutinho, colega da Sabesp. Na carta, Wallan expressa o orgulho de trabalhar ao lado de Ednei e sua equipe, destacando a bravura e o profissionalismo dos “guerreiros do saneamento”.
Continuação dos trabalhos no Rio Grande do Sul
Os profissionais da Copasa continuam trabalhando na capital gaúcha, realizando manutenções eletromecânicas e hidráulicas. Eles ajudam a restabelecer painéis elétricos, quadros de comando e bombas das estações de bombeamento de água pluvial, bruta e tratada, danificadas pelas enchentes. Esses esforços são essenciais para esgotar as águas que invadiram a cidade e normalizar o abastecimento em dezenas de bairros.
Relatos de Ângelo Silva e Éder Souza
Ângelo Silva, supervisor eletromecânico, e Éder Souza, técnico químico, retornaram a Frutal, no Triângulo Mineiro, e compartilharam suas experiências. Ângelo descreveu cenas de casas submersas e carros cobertos pela água. “Vi de perto casas submersas até a metade e carros cobertos pela água. Tivemos contato com água contaminada e com mau cheiro.
Mas o que mais me marcou foi a união de pessoas de estados diferentes, de empresas diferentes, mas com o mesmo objetivo: ajudar a minimizar o sofrimento daqueles que foram de alguma forma afetados pelas enchentes”, relatou.
Solidariedade e cooperação
Para Éder Souza, a cooperação e a solidariedade foram os aspectos mais marcantes. “Tanto os companheiros da Copasa quanto da Sabesp, Casan e Dmae tinham sempre a preocupação com a segurança uns dos outros e o foco no bem-estar da população. Além disso, o suporte da Copasa mostra a força e profissionalismo que a nossa empresa tem”, destacou.
Programa de voluntariado e campanha do agasalho
Além do trabalho técnico, a Copasa enviou mais de 30 mil litros de água potável ao Rio Grande do Sul. Através do Programa de Voluntariado, uma iniciativa solidária dos empregados, a empresa está promovendo a “Campanha do Agasalho”. Os itens arrecadados, incluindo brinquedos e caixas de bombons, estão sendo enviados em parceria com o Servas para crianças em alojamentos e abrigos no estado gaúcho.

