Homem é condenado por divulgar nudes da ex em Minas

HOMEM VAI TER QUE IDENIZAR MULHER HOMEM VAI TER QUE IDENIZAR MULHER
Mulher sofreu exposição diante de conhecidos com divulgação não autorizada de imagens íntimas. Foto: Divulgação TJMG/imagem ilustrativa.

A 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) revisou uma decisão de primeira instância e condenou um homem a cinco anos e seis meses de reclusão em regime inicial semiaberto por divulgar imagens íntimas de sua ex-mulher sem consentimento. O caso ocorreu no interior de Minas Gerais e envolveu a publicação de fotos pelo réu em um grupo de WhatsApp, além do envio direto para um familiar da vítima.

Além da pena privativa de liberdade, o homem condenado também terá que pagar indenização por danos morais, fixada em cinco salários mínimos, e cumprir quatro meses de detenção em regime aberto.

Vingança e ciúmes motivaram o crime

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi motivado por ciúmes e pelo inconformismo do réu diante do fim do relacionamento. Em janeiro de 2023, ele enviou as fotos íntimas da ex-companheira para o cunhado dela e compartilhou as imagens em um grupo de WhatsApp. Para piorar a situação, ele utilizou um número de telefone que ainda estava registrado no nome da vítima, aumentando os danos causados.

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Ainda segundo o processo, o réu já havia ameaçado a ex-mulher fisicamente em novembro de 2022, demonstrando agressividade após saber que ela iniciara um novo relacionamento.

Tribunal confirma condenação com ajustes

Ao recorrer da decisão, o réu tentou argumentar sua inocência, mas as provas apresentadas, incluindo testemunhos e contradições em seu próprio depoimento, levaram os desembargadores a manter a condenação. O relator do caso, juiz Monteiro de Castro, reavaliou a dosimetria da pena e ajustou o tempo de reclusão, decisão acompanhada pelos desembargadores Walner Barbosa Milward de Azevedo e Kárin Emmerich.

Por se tratar de um crime de grande impacto na vida da vítima, o processo tramitou em segredo de Justiça, protegendo sua identidade.

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