Fabel foi diretor financeiro na gestão Alexandre Kalil
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu a condenação de Carlos Fabel, ex-diretor do Atlético na gestão do então presidente Alexandre Kalil (2009 a 2014), pelo crime de apropriação indébita.
As alegações finais foram apresentadas pelo promotor Mauro Ellovitch à 11ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.
Segundo o MP, Fabel teria se apropriado indevidamente de cerca de R$ 6 milhões do clube. No pedido encaminhado à Justiça, o promotor requer a condenação pelo crime de apropriação indébita, cuja pena prevista varia de um a quatro anos de prisão.
Além da pena-base, o Ministério Público solicita aumento de um terço, por o crime ter sido praticado enquanto Fabel exercia o cargo de diretor financeiro, e mais dois terços, sob a alegação de que a prática teria ocorrido de forma continuada ao longo dos anos.
O MP também pede a reparação dos prejuízos causados ao Atlético e a suspensão dos direitos políticos do ex-dirigente. De acordo com a acusação, Fabel desviou recursos do clube ao direcionar pagamentos para empresas das quais era sócio, sem respaldo contratual.
“De acordo com as provas dos autos, o acusado, na condição de diretor financeiro do Atlético, era responsável pela gestão de contratos, aditivos e pela emissão das ordens de pagamento. Aproveitando-se dessa condição, realizou diversas ordens de pagamento para empresas das quais era sócio, sem fundamentação nos contratos ou aditivos”, afirmou o promotor Mauro Ellovitch, em declaração à Itatiaia.
“Ou seja, ele se aproveitou do poder de direcionar pagamentos e se apropriou de valores do Atlético, enviando-os para empresas de sua propriedade”, completou.
Carlos Fabel foi denunciado pelo Ministério Público em 2024. A fase de instrução do processo foi encerrada em dezembro de 2025, com o depoimento do próprio réu. Ele e outras testemunhas foram ouvidos em audiência realizada no Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Entre as testemunhas ouvidas estão o atual presidente do Atlético, Sérgio Coelho, e o ex-presidente do clube Sérgio Sette Câmara. O caso segue em tramitação na 11ª Vara Criminal.
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