Lideranças da região metropolitana de BH se unem pela volta do trem de passageiros

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O Movimento pela Volta do Trem manifestou-se contra a renovação do contrato com a VLI. Foto: Vinícius Quaresma/CMBH.

O movimento pela volta do trem de passageiros na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) está ganhando força política e social, especialmente com a aproximação do fim do contrato de concessão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), previsto para 2026.

Essa janela está sendo vista como uma oportunidade estratégica para recuperar o transporte ferroviário de passageiros — abandonado em prol do transporte de cargas, especialmente minério.

Principais destaques da audiência:

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Parlamentares e representantes de cidades como Contagem, Betim, Pedro Leopoldo, Nova Lima e Ibirité defenderam o retorno dos trens como alternativa sustentável, econômica e eficiente.

O atual operador, VLI, é acusado de descumprir obrigações contratuais, como manter transporte de passageiros.

O fim da concessão pode abrir espaço para novos modelos de gestão pública ou público-privada com foco em mobilidade urbana.

Viabilidade econômica e social

Estudos do Instituto de Qualidade Ferroviária estimam que linhas como BH-Conselheiro Lafaiete, BH-Divinópolis e BH-Brumadinho poderiam gerar até R$ 2 bilhões anuais em ganhos econômicos e empregos.

Acadêmicos e urbanistas destacam o potencial estruturador das ferrovias no desenvolvimento urbano e sustentável das cidades.

Conflitos políticos e interesses privados

A jornalista Cláudia Pires denunciou que grupos ligados ao mercado imobiliário e à mineração se opõem ao trem, priorizando obras rodoviárias como viadutos e o Rodoanel.

Divergências entre governo estadual e federal teriam travado projetos anteriores, segundo o movimento VoltaTrem.

Próximos passos e desdobramentos

Os parlamentares pretendem encaminhar a ata da audiência à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e iniciar um plano de reuniões com o Executivo municipal.

Representantes de cidades como Vespasiano, Moeda, Betim e Pedro Leopoldo vão continuar o debate localmente, fortalecendo a mobilização regional.

Em Contagem, a vereadora Adriana Souza anunciou que terá uma reunião com a prefeita Marília Campos para discutir o projeto.

O Movimento pela Volta do Trem manifestou-se contra a renovação do contrato com a VLI e continua a mobilizar a sociedade civil.

Esse movimento pode representar um divisor de águas na infraestrutura de transporte da Grande BH, com impactos sociais, econômicos e ambientais positivos — desde que haja vontade política e enfrentamento aos interesses contrários.

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