Em visita ao município de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (12) uma série de medidas para reparar os danos causados pela tragédia do rompimento da barragem da Samarco, ocorrido em 2015.
Durante a cerimônia, o governo federal firmou um contrato com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,7 milhão, destinado a beneficiar cerca de 16 mil agricultores familiares atingidos diretamente pelo desastre ambiental.
Como parte do acordo, o governo irá oferecer um auxílio mensal por 48 meses, dividido da seguinte forma:
- Nos primeiros 36 meses, cada agricultor receberá um salário mínimo e meio;
- Nos últimos 12 meses, o valor será de um salário mínimo mensal.
A expectativa do governo é que os primeiros pagamentos comecem dentro de 30 dias.
Segundo o Palácio do Planalto, os investimentos totais em reparações podem ultrapassar R$ 1,7 bilhão até 2029, consolidando um dos maiores programas de indenização e assistência já implementados no país em resposta a um desastre ambiental.
Além do presidente, participaram do evento ministros de Estado e lideranças locais. A medida integra o conjunto de ações do Acordo de Mariana, elaborado em conjunto com o Governo de Minas Gerais, Ministério Público e instituições da sociedade civil.
O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), feito no evento de anúncio das ações do Acordo de Mariana, trouxe duas declarações de destaque:
1. Comentário sobre Rodrigo Pacheco como “futuro governador”
Lula chamou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), de “futuro governador de Minas Gerais”. A fala ocorreu em tom elogioso e político, sugerindo uma possível candidatura de Pacheco ao governo mineiro em 2026, o que ainda não foi oficialmente confirmado.
2. Crítica ao preço do gás de cozinha
Lula classificou como “absurda” a diferença entre o preço de venda do botijão de gás pela Petrobras (R$ 37) e o preço final ao consumidor (R$ 140 em algumas regiões). Ele afirmou que há “alguém ganhando dinheiro no meio” e anunciou que o governo lançará uma política para fornecer gás gratuitamente às famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).
3. Programa para entregadores (motoboys)
O presidente também anunciou a intenção de criar um programa de crédito voltado para entregadores, com foco em:
- Financiamento de motos elétricas
- Redução de custos com energia
- Vale-alimentação para esses trabalhadores, apontando a precariedade da situação de muitos que entregam comida, mas não têm o que comer.
Essa fala evidencia uma tentativa do governo de ampliar políticas sociais para categorias vulneráveis da economia informal, como entregadores de aplicativos.




