Cesta básica cai em 11 capitais, mas segue mais cara no Sudeste

Cesta basica cai em 11 capitais Valter Campanato Balcao News 9 7 25 Cesta basica cai em 11 capitais Valter Campanato Balcao News 9 7 25
Pesquisa aponta variação em junho. Foto: Valter Campanato/Agência Br.

A mais recente Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou oscilação no custo dos alimentos entre os meses de maio e junho de 2025.

Segundo o levantamento, 11 capitais registraram redução no valor da cesta básica, enquanto seis apresentaram aumento.

As quedas mais expressivas foram registradas em Aracaju (-3,84%), Belém (-2,39%), Goiânia (-1,90%), São Paulo (-1,49%) e Natal (-1,25%). Já os maiores aumentos ocorreram em Porto Alegre (1,50%) e Florianópolis (1,04%).

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São Paulo tem cesta mais cara

Mesmo com a leve retração, São Paulo segue liderando o ranking com a cesta básica mais cara do país, custando R$ 831,37. Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 867,83), Rio de Janeiro (R$ 843,27) e Porto Alegre (R$ 831,37), todas situadas na região Sul e Sudeste, onde o custo de vida historicamente é mais elevado.

Na outra ponta, os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 557,28), Salvador (R$ 623,85), João Pessoa (R$ 636,16) e Natal (R$ 636,95) — cidades do Nordeste, que apesar dos menores preços, apresentam composições distintas de produtos.

Alta generalizada no acumulado do ano

O Dieese também analisou o comportamento dos preços no acumulado do ano, entre dezembro de 2024 e junho de 2025. Nesse intervalo,  segundo a Agência Brasil, todas as capitais analisadas apresentaram aumento. As variações foram discretas em Aracaju (0,58%), mas chegaram a 9,10% em Fortaleza.

Na comparação anual, entre junho de 2024 e junho de 2025, quase todas as capitais registraram alta, com destaque para Recife (9,39%). A única exceção foi Aracaju, que apresentou leve queda de -0,83%.

Comportamento dos principais itens

Os preços dos alimentos variaram de forma distinta entre as capitais. A batata foi um dos produtos que apresentou maior queda, especialmente em cidades do Centro-Sul, como Belo Horizonte (-12,62%) e Porto Alegre (-0,51%).

O açúcar reduziu em 12 capitais, manteve-se estável no Recife e subiu em quatro — sendo Campo Grande (1,75%) a cidade com a maior alta. Entre as maiores reduções estão Brasília (-5,43%), Vitória (-3,61%), Goiânia (-3,27%) e Belém (-3,15%).

O leite integral também apresentou queda em 11 capitais, com destaque para Brasília (-2,31%) e Curitiba (-0,65%). No entanto, houve aumento em cinco cidades, sendo a maior elevação registrada em Recife (8,93%). Outras 12 cidades mostraram retração, como Campo Grande (-7,99%) e São Paulo (-0,71%).

Já o tomate teve comportamento mais volátil: subiu em 10 capitais, com alta expressiva em Porto Alegre (16,90%), enquanto caiu em outras sete, com destaque para Aracaju (-21,43%).

No recorte de 12 meses, o preço do tomate diminuiu em 16 capitais, sendo as quedas mais significativas registradas em Aracaju (-25,29%), Salvador (-19,72%) e Rio de Janeiro (-14,48%).

O estudo do Dieese reforça a complexidade dos fatores que influenciam os preços da cesta básica em diferentes regiões do Brasil, impactando diretamente o poder de compra da população e o planejamento financeiro das famílias. Com oscilações constantes, especialmente em itens de grande consumo, acompanhar esses dados torna-se essencial para consumidores e gestores públicos.

 

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