O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, dia 30, a aplicação de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com base na Lei Global Magnitsky — instrumento jurídico que permite punir estrangeiros envolvidos em violações graves de direitos humanos ou corrupção.
A medida, confirmada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, acusa Moraes de autorizar prisões arbitrárias, impor censura a opositores políticos e reprimir a liberdade de expressão.
Segundo o órgão, tais ações impactaram inclusive cidadãos e empresas dos Estados Unidos.
Sanções abrangem bens, vistos e negócios
Entre as punições estão o bloqueio de bens e contas bancárias em território norte-americano, a revogação do visto de entrada e a proibição de acesso aos EUA. Além disso, todas as propriedades e interesses financeiros ligados ao ministro que estejam nos Estados Unidos — ou sob controle de cidadãos americanos — devem ser imediatamente bloqueados e reportados às autoridades competentes.
Empresas em que Alexandre de Moraes detenha participação igual ou superior a 50% também estão sujeitas às sanções.
“Caça às bruxas ilegal”, diz governo americano
Em nota oficial, segundo o itatiaia.com, o governo dos EUA declarou que Moraes “assumiu para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal”, e classificou suas ações como “graves abusos de direitos humanos”.
A retórica segue a linha política do presidente Donald Trump, que reforçou críticas à atuação de Moraes especialmente no contexto da perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado próximo do republicano.
Trump chegou a usar o caso como argumento para defender o recente aumento de 50% nas tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros, medida que impacta diretamente a balança comercial entre os dois países


