Idosos já são 17,8% no estado
O envelhecimento da população brasileira é cada vez mais evidente — e em Minas Gerais o cenário é ainda mais preocupante. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o estado já tem 3,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa 17,8% da população. Minas ocupa hoje o 3º lugar no ranking nacional de envelhecimento.
Dependência do INSS preocupa
O Raio-X do Investidor Brasileiro, da Anbima, mostra que cerca de 50% dos brasileiros esperam que o INSS seja a principal fonte de renda na aposentadoria. O dado acende um alerta: em 2050, idosos devem ultrapassar um terço da população. Com menos trabalhadores ativos sustentando o sistema, o risco de desequilíbrio previdenciário cresce a cada ano.
Cenário desafiador para o futuro
Um estudo da especialista em Políticas Públicas, Carolina Veríssimo Barbieri aponta que, em 25 anos, haverá apenas três pessoas em idade ativa para cada idoso no Brasil. Essa mudança no padrão etário aumenta a pressão sobre o INSS, ampliando a urgência do planejamento financeiro individual.
Planejamento é a chave
Para Cecília Perini, sócia e líder da XP em Minas e Espírito Santo, a resposta está na organização. “Muitos idosos dependem exclusivamente do INSS e enfrentam dificuldades para manter despesas essenciais e qualidade de vida. O planejamento precoce é fundamental para garantir tranquilidade no futuro”, alerta.
Educação financeira desde cedo
Segundo Cecília, os investimentos são aliados em todas as fases da vida. “Educação financeira é essencial. Uma carteira diversificada com previdência privada, fundos, ações e títulos públicos garante renda complementar estável e proteção contra a volatilidade do mercado”, explica.
Perfil do investidor importa
Quem está em fase economicamente ativa deve conhecer seu perfil e definir objetivos de médio e longo prazo. “Com o apoio de um assessor, é possível alinhar estratégia e horizonte financeiro. Há opções para conservadores, como renda fixa, e para quem aceita mais risco, como renda variável”, orienta a especialista.
Aposentados também devem investir
Já para quem está próximo ou já chegou à aposentadoria, a recomendação é equilibrar reservas. Parte deve estar em produtos de rentabilidade mensal para complementar a renda, outra em investimentos de médio e longo prazo. Títulos pós-fixados e Tesouro Selic têm atraído investidores pela segurança, mas a diversificação segue como a melhor estratégia.
Investidores mais velhos ganham espaço
Segundo dados da B3, a população acima de 56 anos já representa mais de 860 mil investidores e responde por cerca de 55% do montante aplicado no mercado.
Isso equivale a impressionantes R$ 311,29 bilhões, mostrando que os mais experientes estão cada vez mais atentos ao futuro financeiro.
Leia também:

