Cidade funciona como um laboratório vivo
Belo Horizonte reafirma sua liderança no cenário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Pela terceira vez, a capital mineira foi escolhida como cidade mentora do Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (Luppa), iniciativa que conecta municípios brasileiros em busca de soluções inovadoras para garantir o direito humano à alimentação adequada.
Na quarta edição do encontro, BH compartilha suas experiências e programas de SAN com Porto Alegre (RS), Santa Luzia (RMBH), Abaetetuba (PA) e Mãe do Rio (PA).
O objetivo é disseminar práticas bem-sucedidas que já colocaram a cidade como referência internacional em políticas públicas de alimentação.
Cidade mentora: modelo para o Brasil
O papel de cidade mentora vai além da troca de informações. BH funciona como um laboratório vivo, apresentando programas estruturados, como o Programa de Alimentação Escolar, a Agricultura Urbana e Agroecologia, as Compras Institucionais da Agricultura Familiar, o Banco de Alimentos e o Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan).
Cada mentoria é moldada de acordo com a realidade local das cidades participantes. Os encontros — presenciais e virtuais — permitem não apenas o diagnóstico dos principais desafios, mas também a construção de soluções coletivas e estratégias para fortalecer os sistemas alimentares.
Uma rede intermunicipal em expansão
Além de BH, outras capitais já atuaram como cidades mentoras no Luppa, entre elas São Paulo, Osasco, Curitiba e Recife. A ideia é criar uma rede de municípios comprometidos com práticas alimentares mais justas, sustentáveis e saudáveis, capazes de resistir às crises climáticas e econômicas.
Plataforma colaborativa Luppa
A iniciativa é conduzida pelo Instituto Comida do Amanhã, em parceria com o Iclei América do Sul, a maior associação mundial de governos locais dedicada ao desenvolvimento sustentável.
A plataforma funciona como um espaço de cooperação, orientado para apoiar cidades na formulação de políticas públicas integradas e inovadoras.
De acordo com os organizadores, a proposta é clara: transformar os sistemas alimentares urbanos em ferramentas de inclusão social, justiça, resiliência climática e saúde pública.
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