Maior investimento da história da companhia
A Copasa iniciou o maior plano de investimentos de sua história para combater perdas de água em Belo Horizonte e na Região Metropolitana (RMBH).
O programa prevê a aplicação de R$ 3,7 bilhões até 2033, com foco na redução de vazamentos, combate a fraudes nas ligações — os conhecidos gatos — e modernização dos hidrômetros.
Meta de perdas inédita
Em dezembro de 2020, o índice de perdas da companhia era de 40,5%. Desde então, os números vêm caindo progressivamente, chegando a 37,6% em junho de 2025. Com os novos investimentos, a meta é reduzir para 25% até 2033, um patamar inédito na história da empresa.
Hoje, a perda diária é de 253 litros de água por ligação. O objetivo é baixar esse índice para 216 litros nos próximos oito anos.
Modernização e contratos de performance
Do total investido, R$ 1 bilhão já está em execução na troca de hidrômetros por equipamentos modernos. Outros R$ 2,7 bilhões serão aplicados em 11 subáreas da RMBH, em contratos de performance que priorizam:
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combate a fraudes,
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modernização de ativos,
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detecção de vazamentos não visíveis,
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instalação de válvulas redutoras de pressão.
Cinco desses contratos já estão em licitação, somando R$ 600 milhões. Os demais devem ser lançados ainda em 2025.
Sustentabilidade e compromisso social
Segundo o presidente da Copasa, Fernando Passalio, os investimentos marcam um novo capítulo da empresa:
“A combinação de inovação, tecnologia e foco em resultados posiciona a companhia como uma das mais avançadas do país no combate às perdas de água.”
O programa reforça a sustentabilidade e a segurança hídrica das comunidades. Para o diretor de Clientes, Comunicação e Sustentabilidade, Cleyson Jacomini, reduzir o desperdício significa melhorar a prestação de serviços e garantir abastecimento mesmo em períodos críticos.
Tecnologia e inovação
A Copasa também destina R$ 200 milhões à implementação do Método Não Destrutivo (MND), técnica de substituição de redes que minimiza impactos das obras, acelera as intervenções, reduz resíduos e evita novos vazamentos.
A tecnologia já é utilizada em Belo Horizonte, Contagem e Patos de Minas, com expectativa de expansão para outras cidades mineiras.
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