Galo vence no apagar das luzes e vai à semifinal da Sul-Americana

Jogadores do Atlético Mineiro comemoram gol decisivo diante da torcida, com Bernard e Igor Gomes vibrando intensamente na Arena MRV. Jogadores do Atlético Mineiro comemoram gol decisivo diante da torcida, com Bernard e Igor Gomes vibrando intensamente na Arena MRV.
Bernard comemora com Igor Gomes o gol da vitória nos acréscimos que garantiu o Galo na semifinal da Sul-Americana 2025. Foto: Pedro Souza/CAM.

Bernard marca no fim e classifica o Galo

O torcedor atleticano viveu mais uma noite inesquecível na Arena MRV. Em uma partida marcada pela tensão, entrega e emoção até o último segundo, o Atlético Mineiro carimbou sua vaga na semifinal da Copa Sul-Americana 2025 ao vencer o Bolívar por 1 a 0. O gol salvador foi marcado por Bernard, já nos acréscimos da etapa final, levando os mais de 34 mil presentes ao delírio.

Com o resultado, o Galo repete sua melhor campanha no torneio continental – a semifinal alcançada em 2019 – e agora enfrentará o Independiente del Valle, do Equador, em mais um desafio internacional. A partida decisiva será, mais uma vez, diante da torcida alvinegra, no novo caldeirão do Horto: a Arena MRV.

Apoio da Massa fez a diferença

Torcida empurrou o time do início ao fim

Na noite de quarta-feira, 24/09, a Arena MRV pulsou. A força da arquibancada foi uma extensão do campo. Desde os minutos iniciais, os torcedores empurraram o time com cantos incessantes e confiança inabalável, mesmo quando o desempenho do time dentro de campo não convencia.

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O volume de apoio da Massa Atleticana foi recompensado nos acréscimos. Um roteiro dramático, digno da história do clube. Bernard, cria do Galo, foi o herói da vez. Após cruzamento milimétrico de Gustavo Scarpa, o camisa 11 subiu entre os defensores e cabeceou com precisão, colocando a bola no canto e o Atlético nas semifinais.

Jogo truncado e poucas chances claras

Primeiro tempo morno e muita tensão

Apesar de dominar a posse em alguns momentos, o Atlético teve dificuldades na criação. No primeiro tempo, os comandados de Jorge Sampaoli esbarraram na forte marcação do Bolívar e em erros de definição. A primeira finalização atleticana só veio aos 46 minutos da etapa inicial, quando Scarpa arriscou de fora da área, sem grande perigo.

Do outro lado, o time boliviano apostava em contra-ataques e levou certo perigo com finalizações de média distância, como a tentativa de Cataño logo aos 10 minutos. A atuação de Everson e da linha defensiva do Galo garantiu que o placar permanecesse inalterado até o intervalo.

Atlético cresce no segundo tempo

Mudança de postura e mais agressividade

A volta do intervalo trouxe um Atlético mais ligado, ofensivo e determinado. Com Hulk mais participativo e Bernard flutuando entre linhas, o Galo passou a empurrar o Bolívar para o campo de defesa. Aos 8 minutos, a primeira boa jogada: Hulk encontrou Bernard, que rolou para Scarpa, mas o chute do camisa 10 saiu pela rede do lado de fora.

Pouco depois, Arana trouxe novo perigo com um chute rasteiro que passou tirando tinta da trave. O ritmo cresceu, e com ele vieram mais investidas, principalmente pelos lados do campo.

Aos 35, Biel arrancou em velocidade e foi derrubado na entrada da área. O árbitro assinalou pênalti de imediato, mas após revisão do VAR, corrigiu a marcação. Na cobrança da falta, Scarpa mandou por cima.

Quando tudo parecia perdido…

Bernard aparece como herói no fim

O relógio já marcava os acréscimos do segundo tempo, e o empate sem gols levava a decisão para os pênaltis. A tensão era palpável, o nervosismo tomava conta do estádio. Mas, no futebol, basta um lance para mudar tudo.

E esse lance veio dos pés de Scarpa. O meia, em mais uma exibição decisiva, levantou a bola com precisão na área. Bernard, como um raio, apareceu entre os zagueiros e testou firme, no cantinho. Golaço. Vitória. Classificação. E festa.

Bernard brilha novamente com a camisa alvinegra

Cria do Galo, o meia vive grande fase

A trajetória de Bernard com o manto alvinegro é repleta de momentos marcantes. Revelado pelo clube, o meia voltou em 2024 com a missão de ser uma referência técnica e emocional para o grupo. Contra o Bolívar, ele reafirmou seu papel decisivo, marcando o gol mais importante da temporada até aqui.

Mais do que o gol, Bernard foi peça fundamental na articulação do meio-campo, além de mostrar disposição defensiva e liderança dentro das quatro linhas. Um desempenho que enche de orgulho o torcedor e reacende a esperança de voos ainda mais altos na competição.

Gustavo Scarpa conduz a bola durante a partida entre Atlético Mineiro e Bolívar, pela Copa Sul-Americana, na Arena MRV.
Scarpa comandou o meio-campo e deu a assistência decisiva para o gol da vitória sobre o Bolívar, na Arena MRV. Foto: Pedro Souza/CAM.

Scarpa comanda o meio e dá assistência crucial

Meia vive fase iluminada com a camisa do Galo

Outro destaque da noite foi Gustavo Scarpa. O camisa 10, já conhecido por sua técnica refinada e visão de jogo, comandou o setor criativo do Atlético durante os 90 minutos. Foi dele o cruzamento certeiro para o gol de Bernard, coroando uma atuação segura e inteligente.

Além da assistência, Scarpa arriscou finalizações de fora da área, participou das principais jogadas ofensivas e mostrou personalidade nas bolas paradas. Sua regularidade tem sido uma das chaves para a campanha sólida do Galo na Sul-Americana.

Defesa sólida garante a vitória

Everson e zaga anulam ataque boliviano

Mesmo com o ímpeto ofensivo em alguns momentos, o Bolívar pouco conseguiu produzir diante de uma defesa atenta e bem postada. Everson, seguro como sempre, apareceu nos momentos em que foi exigido. O goleiro fez boa intervenção em finalização perigosa de Dorny Romero, impedindo o que poderia ser o gol da eliminação.

Além dele, a linha defensiva formada por Bruno Fuchs, Lemos e Arana funcionou bem. Destaque também para o sistema de cobertura e compactação que dificultou os avanços dos bolivianos.

Galo reencontra o Del Valle

Clube equatoriano será o próximo adversário

O Atlético reencontrará um velho conhecido em busca da vaga na final: o Independiente del Valle. A equipe equatoriana tem ganhado notoriedade no cenário continental por suas campanhas consistentes e pela valorização da base.

O confronto promete equilíbrio e emoção. Com a decisão sendo novamente em Belo Horizonte, o Galo terá a oportunidade de usar sua torcida como trunfo, algo que tem se mostrado determinante na trajetória até aqui.

Expectativas para a semifinal

Clube mira conquista inédita da Sul-Americana

Com a classificação assegurada, o Atlético agora vira a chave para mais um desafio histórico. O título da Copa Sul-Americana ainda é inédito para o clube, e a possibilidade de levantá-lo em 2025 desperta o sonho em cada torcedor alvinegro.

O time, que mostra equilíbrio entre juventude e experiência, vive um momento de ascensão. Se repetir o espírito combativo e a eficiência que demonstrou na Arena MRV, o Galo tem tudo para avançar e seguir firme rumo à glória continental.

Próximos compromissos do Galo

O Atlético terá mais duas partidas na Arena MRV. Neste sábado, enfrenta o Mirassol às 21h. Depois, na terça-feira, será a vez de encarar o Juventude às 21h30, sendo os dois compromissos pelo Campeonato Brasileiro.

Ficha técnica: ATLÉTICO 1 X 0 BOLÍVAR

Campeonato: Jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana
Local: Arena MRV, Belo Horizonte (MG)
Data: quarta-feira, 24/09/2025
Público: 34.102 torcedores
Renda: R$ 1.451.028,85
Gol: Bernard, aos 45′ do 2/T
Árbitro: Facundo Tello (Argentina)
Cartões amarelos: Igor Gomes (Atlético), Daniel Cataño (Bolívar), Fausto Vera (Atlético), Biel (Atlético), Torrén (Bolívar), Bernard (Atlético).

DM do Galo: Tomás Cuello (tornozelo esquerdo), Saravia (perna direita), Patrick (lombar) e Caio Maia (joelho direito).

ATLÉTICO: Everson; Ivan Román (Fausto Vera), Lyanco e Vitor Hugo; Alan Franco e Alexsander (Bernard); Gustavo Scarpa, Guilherme Arana (Caio) e Igor Gomes; Reinier (Rony) e Hulk (Hulk).
Técnico: Jorge Sampaoli.

BOLÍVAR: Lampe; Jesús Sagredo, Torrén, Echevérri e José Sagredo; Ervin Vaca, Justiniano e Robson Matheus; Daniel Cataño (Dorny Romero), Batallini (Pato Rodríguez) e Cauteruccio.
Técnico: Flavio Robatto.

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