Solenidade marca nova gestão no Supremo
O ministro Edson Fachin assume nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), para um mandato de dois anos, até 2027. Ele sucede Luís Roberto Barroso e terá como vice o ministro Alexandre de Moraes.
A posse acontece às 16h, na sede da Corte, em Brasília, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Diferente da posse de Barroso, em 2023, a cerimônia será simples e sem festas posteriores, seguindo o perfil discreto de Fachin.
Desafios à frente do STF
Durante sua gestão, Fachin terá de conduzir o Supremo em momentos decisivos, como a fase final do julgamento sobre a tentativa de golpe de 2022 e as eleições de 2026.
Além de presidir a mais alta Corte do país, ele também assume a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela administração do Poder Judiciário.
Quem é Edson Fachin
Nascido em Rondinha (RS), em 8 de fevereiro de 1958, Luiz Edson Fachin formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde é professor titular de Direito Civil. É mestre e doutor em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com pós-doutorado no Canadá.
Também foi professor visitante da Dickson Poon Law School, no King’s College, em Londres. Antes de chegar ao STF, atuou como advogado nas áreas de direito civil, agrário e imobiliário, além de ter sido procurador do Estado do Paraná.
Nomeado em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff (PT), na vaga de Joaquim Barbosa, Fachin presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre fevereiro e agosto de 2022.
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