Galo consegue ser pior a cada partida
O Atlético escreveu mais um capítulo vergonhoso de sua temporada neste sábado (4), ao ser goleado impiedosamente por 3 a 0 pelo Fluminense, no lendário estádio do Maracanã. O duelo, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, escancarou as fragilidades técnicas e emocionais de um elenco milionário, mas sem alma em campo.
A derrota não foi apenas mais uma estatística negativa — ela aprofundou a crise que assola a Cidade do Galo e acendeu o alerta máximo em Belo Horizonte: com esse resultado, o Atlético está cada vez mais próximo da zona de rebaixamento e flertando perigosamente com a Série B.
O time do Atlético consegue ser pior a cada partida, dá vexame no Maracanã e escapa de uma goleada histórica. A diretoria precisa assumir a responsabilidade e cobrar dos atletas e da comissão técnica uma mudança de atitude, urgentemente.
O primeiro tempo já dava sinais do desastre
O Fluminense precisou de apenas 14 minutos para abrir o placar. Após chute de John Kennedy defendido por Everson, Samuel Xavier apareceu livre no rebote e mandou com facilidade para o fundo das redes. A zaga atleticana, estática, apenas assistiu.
O Galo tentou reagir em um raro momento de lucidez, com Bernard finalizando da intermediária, mas Fábio defendeu com tranquilidade. O time carioca dominava o meio-campo e controlava as ações com facilidade, enquanto o Atlético parecia desorientado.
Polêmicas e ineficiência ofensiva
Hulk ainda tentou chamar a responsabilidade. Aos 36, caiu na área após dividida com Freytes e pediu pênalti, mas o árbitro mandou seguir. Dois minutos depois, sofreu falta na intermediária, cobrou direto, mas a bola parou na barreira. Repetiu o mesmo cenário aos 41 minutos, sem sucesso.
A falta de organização era visível. O time parecia desconectado, com setores que não se comunicavam e jogadores que simplesmente não sabiam o que fazer com a bola.
Segundo tempo confirma a derrocada
Com 0 a 1 no placar, o Atlético retornou do intervalo com mudanças: saíram Bernard e Igor Gomes, entraram Gustavo Scarpa e Gabriel Menino. No entanto, o impacto foi nulo.
Aos 12 minutos, Serna aproveitou contra-ataque fulminante, passou pela marcação frouxa e ampliou para o Fluminense: 2 a 0. O Galo sentiu o golpe — e não reagiu.
As tentativas de mexer na estrutura continuaram. Ivan Román e Arana deram lugar a Biel e Caio, mas nem a juventude conseguiu devolver ritmo ao time.
Apatia coletiva e mais um ex-ídolo brilha contra
Já nos acréscimos, aos 45 minutos, Keno — velho conhecido da torcida atleticana — apareceu para colocar a pá de cal na partida. Subiu livre de cabeça e anotou o terceiro do Fluminense, selando o vexame e deixando o clima insustentável no lado mineiro.
Keno, que um dia foi protagonista do Galo, hoje simboliza a humilhação que o próprio Atlético vem impondo a si mesmo, jogo após jogo.
Atlético flerta com o rebaixamento
Com a derrota, o Galo se mantém perigosamente próximo do Z4, vendo concorrentes diretos ganharem fôlego e deixando para trás qualquer esperança de lutar por vaga em competições internacionais. O cenário que se desenha é sombrio: o Atlético está, matematicamente, a poucos tropeços de ingressar na zona de rebaixamento e disputar ponto a ponto a permanência na Série A.
O clube que iniciou o ano com ambições de título nacional hoje lida com a realidade dura de uma possível queda para a Série B. A campanha desastrosa em sequência tem tornado o Galo um dos principais candidatos à degola — um pesadelo que parecia distante, mas agora ronda as estruturas da Cidade do Galo.
Diretoria sob pressão e torcida em estado de alerta
A pressão sobre a diretoria aumenta a cada rodada. Torcedores cobram posicionamento, transparência e decisões firmes. O elenco não responde em campo, e os discursos da comissão técnica parecem cada vez mais vazios.
A gestão precisa agir com firmeza: demitir por omissão, cobrar por apatia e intervir onde houver zona de conforto. A camisa do Atlético exige competitividade — e o que se vê em campo é uma equipe entregue.
Próximos desafios são cruciais
O Atlético terá, nos próximos dias, partidas decisivas para seu destino na temporada. Na quarta-feira (8), enfrenta o Sport, na Arena MRV, em jogo adiado da 14ª rodada. Uma vitória é obrigação — qualquer outro resultado será desastroso.
Na sequência, o temido clássico contra o Cruzeiro, dia 15, também em casa. Um duelo que não apenas mexe com o orgulho da torcida, mas que, dependendo do desempenho, pode colocar de vez o Galo dentro do Z4.
Time milionário, futebol de segunda
É inegável: o Atlético investiu pesado, montou um dos elencos mais caros do país e tem estrutura digna de gigante sul-americano. Mas dentro de campo, apresenta um futebol de segunda divisão — previsível, apático, mal treinado e emocionalmente instável.
A Série B bate à porta. E, se não houver reação imediata, o torcedor pode ter que engolir, em 2026, uma temporada que começou com promessas de glória e terminará em absoluto fracasso.
Hora de encarar a verdade
Não há mais espaço para desculpas. A situação é dramática. O Atlético precisa, urgentemente, reencontrar o espírito combativo, ajustar seu sistema tático e resgatar a confiança perdida. A omissão neste momento custará caro.
O alerta está dado: o Galo não está apenas em má fase. Está em rota de colisão com o rebaixamento.
Fluminense 2 x 0 Atlético
Campeonato: 27ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2025
Data: 04/10/2025 (sábado)
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro
Público pagante: 18.038
Público presente: 20.198
Renda: R$ 801.633,50
FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier, Thiago Silva, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules (Bernal) e Acosta (Lima); Serna (Keno), Canobbio e John Kennedy (Everaldo)
Técnico: Zubeldía
ATLÉTICO: Everson; Natanael, Iván Román (Biel), Junior Alonso e Vitor Hugo; Igor Gomes (Menino), Alan Franco e Guilherme Arana (Caio); Bernard (Scarpa), Rony e Hulk (Reinier)
Técnico: Jorge Sampaoli
Gols: Samuel Xavier (15’/1°T), Serna (13’/2°T) e Keno (46’/2°T)
Cartão amarelo: John Kennedy e Serna (Fluminense) / Caio, Vitor Hugo, Alan Franco e Iván Román (Atlético)
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
Assistente 2: Douglas Pagung (ES)
Quarto Árbitro: Maguielson Lima Barbosa (DF)
VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP)
AVAR: Amanda Matias Masseira (SP)
AVAR2: Thayslane de Melo Costa (SE)
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