Venda bilionária não afetará rotina dos aeroportos, diz empresa
Controladora anuncia transação de R$ 11,5 bilhões para grupo mexicano ASUR; conclusão depende de aval regulatório e deve ocorrer em 2026.
Após o anúncio da venda de 20 aeroportos, entre eles os de Confins e Pampulha, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Motiva — antiga CCR — afirmou que a mudança de controladora não trará impactos operacionais nos terminais.
A empresa garantiu que manterá o quadro atual de colaboradores e seguirá responsável pela operação até a conclusão da transação, prevista para 2026.
A operação, considerada a maior transação aeroportuária em curso no país, foi fechada com a Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., subsidiária do grupo mexicano ASUR (Grupo Aeroportuario del Sureste, S.A.B. de C.V.), pelo valor de R$ 11,5 bilhões.
Estrutura financeira da operação
Segundo a empresa, dos R$ 11,5 bilhões negociados:
- R$ 5 bilhões correspondem ao patrimônio líquido (equity) das participações acionárias da Motiva nos ativos aeroportuários;
- R$ 6,5 bilhões referem-se às dívidas líquidas associadas à participação da companhia na CPC Holding, que concentra as cotas dos 20 aeroportos sob concessão.
Em nota, a Motiva destacou que segue “tocando a operação, mantendo o quadro atual de colaboradores e assegurando o cumprimento integral dos contratos vigentes e investimentos previstos”.
Rede de aeroportos e histórico de concessões
A Motiva administra 17 aeroportos no Brasil e mais três em países da região, movimentando anualmente cerca de 45 milhões de passageiros e mais de 200 rotas regulares.
Além de Confins e Pampulha, a venda inclui os aeroportos de Curitiba e Goiânia.
A empresa arrematou o Aeroporto da Pampulha em 2021, por R$ 34 milhões em leilão. Já o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport) foi adquirido pelo consórcio em 2013, por R$ 1,820 bilhão — parceria que inclui também a Zurich Airport e a Infraero.
Próximos passos e aprovações necessárias
A conclusão da transação depende do cumprimento de condições precedentes, entre elas:
- aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac);
- aval de credores;
- aprovações regulatórias nas demais jurisdições envolvidas.
Somente após esses trâmites a venda poderá ser finalizada, o que é previsto para ocorrer em 2026.
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