Fiemg analisa desempenho do PIB brasileiro no acumulado do ano

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Soja e milho foram destaque na alta da agropecuária. Foto: Divulgação/Seapa.

E perspectivas para 2025 e 2026

A Federação das Indústrias de Minas Gerais divulgando análise sobre o PIB acumulado dos três primeiros trimestres de 2025

Os dados divulgados, hoje, pelo IBGE apontam que o PIB brasileiro cresceu 2,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na divulgação mais recente, o IBGE revisou para cima as taxas dos trimestres anteriores:

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  • 1º trimestre: de 2,9% para 3,1%
  • 2º trimestre: de 2,2% para 2,4%

Esse ajuste reforça que o desempenho econômico no primeiro semestre foi um pouco mais forte do que se imaginava inicialmente.

Setores que impulsionaram o crescimento no ano

Os setores menos dependentes do ciclo econômico foram os principais destaques no acumulado do ano:

  • Agropecuária: alta de 11,6%, impulsionada pela forte produção de soja e milho, além do avanço da pecuária bovina.
  • Indústria extrativa: crescimento de 7,4%, devido ao aumento da extração de petróleo e gás natural.
  • Energia e saneamento: queda de 0,8%, influenciada pelo menor valor adicionado associado ao acionamento das usinas termelétricas.

Perspectivas para o restante de 2025

Após um período de resultados positivos, a economia brasileira deverá desacelerar na segunda metade de 2025.

A revisão do PIB do primeiro semestre pelo IBGE, entretanto, indica que alguns setores podem ter desempenho ligeiramente melhor do que o inicialmente previsto.

Quarto trimestre de 2025: sinais de desaceleração

Os primeiros indicadores sugerem que:

  • A política monetária restritiva continuará afetando negativamente partes da indústria de transformação.

Apesar da boa performance das exportações, alguns segmentos sofrem com o tarifaço americano, sobretudo a indústria de produtos de madeira.

Demanda interna: consumo mais fraco e investimentos impulsionados

Sob a ótica da demanda:

Consumo das famílias: crescimento modesto de 0,1% entre o 2º e 3º trimestres.

Consumo do governo: aumento de 1,3%.

Investimentos: alta de 0,9%, beneficiados pela importação, em setembro, de uma plataforma de petróleo avaliada em US$ 2,4 bilhões, que compensou a queda na produção doméstica de bens de capital.

Setor externo

As exportações cresceram 3,3%, evidenciando a resiliência do setor produtivo brasileiro, mesmo sob os efeitos das tarifas impostas pelos EUA.

Perspectivas para 2026

As projeções para o próximo ano mostram riscos importantes para a atividade econômica:

1. Agricultura como risco de baixa

O primeiro prognóstico de safra do IBGE aponta para um declínio de 3,7% na produção de cereais em 2026. Embora preliminar, esse dado representa um potencial impacto negativo sobre o PIB do ano.

2. Juros ainda elevados

Taxas de juros persistentemente altas continuarão desestimulando consumo e investimentos, mantendo a atividade em ritmo lento.

3. Construção civil como possível ponto positivo

A implementação de novas medidas de crédito pode favorecer o setor da construção civil ao longo de 2026.

4. Impulso à renda

Dois fatores devem ajudar a sustentar o consumo das famílias:

Isenção de imposto de renda para salários até R$ 5.000, que entrará em vigor em 2026.

Reajuste do salário mínimo acima da inflação, aumentando a renda real das famílias de menor renda.

Síntese geral

A economia cresceu 2,4% até o terceiro trimestre de 2025, apoiada por agropecuária e indústria extrativa.

O quarto trimestre deve mostrar desaceleração, pressionado por juros altos e impactos externos.

Para 2026, o cenário é de cautela: riscos na agricultura, juros elevados e exportações sob pressão.

Apesar disso, medidas de renda e crédito podem suavizar a desaceleração, especialmente no consumo das famílias e na construção civil.

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