Decreto estende segurança física, moral e institucional por até dois anos após o fim do mandato
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), prepara-se para deixar o cargo em março, um mês antes do prazo final para se desincompatibilizar e concorrer às eleições presidenciais em outubro.
Em meio à transição, o Executivo estadual publicou, no fim de dezembro no Diário Oficial de Minas Gerais, um decreto que amplia os benefícios de segurança para ex-governadores.
O texto altera a estrutura do Gabinete Militar do Governador (GMG), responsável pela segurança do Executivo, e passa a incluir familiares e pessoas com vínculos próximos, desde que haja interesse público.
A proteção deixa de se restringir apenas à segurança física e passa a abranger também a integridade “física, moral e institucional” do governador, vice-governador, ex-governador e ex-vice-governador.
Com a mudança, os ex-chefes do Executivo mineiro poderão contar com o serviço de proteção por até dois anos após o fim do mandato, com possibilidade de prorrogação por igual período, mediante autorização do governador em exercício.
No caso de Zema, isso significa que poderá manter a segurança até 2028, mesmo fora do governo.
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