A abertura oficial do Carnaval fica por conta do Kandandu que acontece nesta sexta e sábado
Até a próxima terça-feira (17), o Carnaval de Belo Horizonte mantém uma programação ampla e descentralizada, pensada para públicos diversos e espalhada por todas as regiões da cidade.
São mais de 250 cortejos de blocos de rua, além dos desfiles de blocos caricatos, escolas de samba e a realização do Kandandu, encontro dos blocos afro da capital. A agenda completa pode ser consultada no Portal Belo Horizonte.
Para dar suporte à festa, a Prefeitura instalou 123 pontos fixos de banheiros químicos em bairros como Cruzeiro, Buritis, Barro Preto, Pompéia, Santa Tereza, Floresta, São Luiz, Santa Amélia, além do Centro e Savassi. Somando as cabines fixas e volantes, serão 15.438 diárias de sanitários, sendo 442 adaptados para pessoas com deficiência.
Também foram distribuídos 106 pontos de hidratação em parques e praças da cidade, estratégia voltada para amenizar os efeitos do calor nas áreas de maior concentração de foliões.
O chamado Mapa da Hidratação está disponível no site oficial da Prefeitura.
Kandandu abre oficialmente a festa na Praça da Estação
A abertura oficial do Carnaval fica por conta do Kandandu – Encontro de Blocos Afros de BH, que completa dez anos celebrando a cultura afro-brasileira. O evento acontece nesta sexta (13) e sábado (14), na Praça da Estação.
Em 2026, o tema é “Oxóssi, Orixá das Matas e da Fartura”, representado na identidade visual por elementos da natureza como animais, plantas, água e frutos. A programação inclui shows da banda Akatu e do cantor Rodriguinho. Na sexta, as atrações começam às 17h; no sábado, às 15h. A entrada é gratuita, com controle de acesso da Guarda Civil Municipal.
A programação dos blocos de rua se espalha por diferentes bairros, em horários que vão da madrugada à noite. Nesta sexta (13), desfilam “Sexta, Ninguém Sabe”, no Santo Agostinho; o afro-periférico Orisamba, na Lagoinha; e o Bloco Fúnebre, na Serra.
O sábado (14) começa às 5h com o tradicional “Então, Brilha!”, no Centro. No mesmo dia, saem “Quando Come se Lambuza” e o Bloco da Calixto, na Avenida Amazonas.
No domingo (15), a folia passa pela Savassi com “Lagum na Avenida”, por Santa Efigênia com o inclusivo “Todo Mundo Cabe no Mundo”, pelo Centro com o Angola Janga e pelo Castelo com o “Baianeiros”.
A segunda (16) tem o pioneiro Unidos do Barro Preto e o Swing Safado na Pompéia. Já a terça (17) reúne o Juventude Bronzeada, o “Truck do Desejo”, o “Chega o Rei” e o Baque de Minas.
A Avenida dos Andradas, em frente à Praça da Estação, volta a receber os desfiles das escolas de samba e blocos caricatos. Na segunda (16), a partir das 14h, desfilam os caricatos e as escolas do Grupo de Acesso. Na terça (17), às 18h, é a vez do Grupo Especial.
A estrutura conta com banheiros químicos, postos médicos, ambulâncias e camarins. A expectativa é de cerca de 3 mil pessoas acompanhando os desfiles na avenida.
Estrutura e impacto econômico
Segundo o presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, o Carnaval de BH se destaca pelo caráter acolhedor, diverso e descentralizado.
“É uma festa popular, construída coletivamente, que respeita a diversidade e ocupa todas as regiões da cidade. Ao poder público cabe garantir planejamento, estrutura, segurança e mobilidade para que a experiência seja positiva para foliões, moradores e visitantes.”
Além do aspecto cultural, a festa movimenta a economia da cidade, impactando hotéis, bares, restaurantes e o comércio local, com geração de trabalho e renda.
Os desfiles, blocos e o Kandandu são realizados pela Prefeitura em parceria com os organizadores da folia, com apoio da CDL-MG, Esportes da Sorte, Supermercados BH, Sesc em Minas e patrocínio da Caixa Econômica Federal.
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