Chuvas na Zona da Mata deixam 72 mortos

71 mortos Zona da mata Tania Rego 71 mortos Zona da mata Tania Rego
Uma pessoa segue desaparecida, e forças de segurança reforçam vistorias e alertam para golpes em doações. Foto: Tânia Rêgo/Agência Br.

Buscas são encerradas em Juiz de Fora

O número de mortes provocadas por deslizamentos e enchentes após as fortes chuvas desta semana na Zona da Mata mineira chegou a 72 na manhã deste domingo (1º). A atualização foi feita em entrevista coletiva pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Segundo a corporação, 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sendo sete de moradores de Ubá e 65 de Juiz de Fora.

Em Ubá, uma pessoa segue desaparecida e as buscas serão intensificadas. Já em Juiz de Fora, o corpo do último desaparecido — um menino de 9 anos — foi localizado na noite de sábado (28), no bairro Paineiras. Com isso, as buscas na cidade foram encerradas.

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Desde a noite da última segunda-feira (23), segundo a Agência Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou 61 corpos em Juiz de Fora e sete em Ubá. As equipes relataram atuação em condições extremamente difíceis, em terrenos íngremes, instáveis e ainda encharcados.

Papa Leão XVI reza pelas vítimas e familiares

O Papa Leão XIV manifestou solidariedade às famílias atingidas pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira e afirmou estar em oração pelas vítimas da tragédia que já deixou 72 mortos na região.

A declaração foi feita no Vaticano, após a confirmação de que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encerrou as buscas em Juiz de Fora, onde o corpo do último desaparecido foi localizado, ontem, sábado (28).

Durante a manifestação pública, o pontífice expressou pesar pelas mortes causadas por deslizamentos e enchentes desencadeados pelas chuvas intensas que atingem Minas Gerais desde o início da semana. Ele também pediu conforto às famílias enlutadas e força às equipes de resgate.

Próximas ações

Em esforço conjunto, as Defesas Civis municipais, estadual e federal concentram agora as ações na vistoria de imóveis localizados em áreas de risco e pedem a colaboração da população para respeitar interdições e comunicar sinais de instabilidade.

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que vai reforçar o policiamento tanto nos imóveis atingidos quanto naqueles que ainda apresentam risco estrutural, além de ampliar a proteção às famílias acolhidas em abrigos.

Já a Polícia Civil atua em três frentes principais:

  • Liberação dos corpos já identificados para que as famílias possam realizar os velórios;

  • Mutirões para emissão de documentos perdidos nas enchentes;

  • Combate a golpes relacionados a doações.

A corporação alertou para o risco de fraudes, especialmente por meio de transferências via Pix para contas desconhecidas. A orientação é que as doações sejam feitas apenas por canais oficiais e com informações confirmadas junto às prefeituras.

As autoridades destacam que o momento agora é de apoio às famílias atingidas, reconstrução e prevenção de novos riscos, diante da possibilidade de mais chuvas nos próximos dias.

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