Polícia Civil apura pancadaria na final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético

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jogadores envolvidos podem ser indiciados por provocação de tumulto, conforme previsto no artigo 201 da legislação esportiva.. Foto: Pedro Souza/CAM.

Material será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um procedimento para apurar a confusão generalizada registrada na final do Campeonato Mineiro, disputada no último domingo (9) entre Cruzeiro e Atlético Mineiro.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista. De acordo com apuração, os policiais já tiveram acesso à súmula da partida, que contém os relatos do árbitro sobre a briga, e realizam diligências para esclarecer os fatos, incluindo a coleta de imagens do momento da confusão.

Após a conclusão do procedimento, o material será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, com base na Lei Geral do Esporte e no Juizado do Torcedor.

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Dependendo do resultado das investigações, jogadores envolvidos podem ser indiciados por provocação de tumulto, conforme previsto no artigo 201 da legislação esportiva.

Confusão marcou o fim da partida

A decisão foi disputada no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, e terminou com vitória do Cruzeiro por 1 a 0, com gol de Kaio Jorge, que garantiu o título estadual de 2026.

Nos instantes finais da partida, um desentendimento entre o goleiro Everson, do Atlético, e o meia Christian, do Cruzeiro, desencadeou uma briga generalizada entre jogadores das duas equipes. Durante cerca de dez minutos, atletas trocaram socos, chutes e empurrões no gramado.

23 jogadores expulsos

A confusão terminou com 23 expulsões registradas na súmula da partida — 12 atletas do Cruzeiro e 11 do Atlético.

Atlético: Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Preciado e Cassierra.

Cruzeiro: Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Kaio Jorge, João Marcelo, Kauã Prates, Lucas Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner e Gerson.

O caso segue em apuração para identificar responsabilidades e possíveis punições previstas na legislação esportiva.

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