Glaucoma: doença silenciosa pode levar à cegueira se não for diagnosticada precocemente
Durante o mês de março é realizada a campanha Março Verde, voltada à conscientização sobre o glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
De acordo com estimativas internacionais, mais de 76 milhões de pessoas vivem com glaucoma atualmente, número que pode ultrapassar 110 milhões até 2040, principalmente devido ao envelhecimento da população.
A doença já é responsável pela cegueira de cerca de 3,6 milhões de pessoas e por deficiência visual moderada ou grave em mais de 4 milhões em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que centenas de milhares de pessoas convivam com cegueira, causada por diferentes doenças oculares. Entre elas, o glaucoma está entre as principais responsáveis pela perda irreversível da visão.
O glaucoma é uma doença que provoca lesões progressivas no nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro. Em alguns casos, essas lesões estão associadas ao aumento da pressão dentro do olho.
O grande desafio é que o glaucoma geralmente não causa sintomas nas fases iniciais. A perda visual costuma começar pela visão periférica e evolui lentamente. Por isso, muitas pessoas só descobrem a doença quando o dano já está avançado.
A melhor forma de evitar a perda visual é realizar exames oftalmológicos regularmente. “Exames como a medição da pressão intraocular, a avaliação do nervo óptico e testes que analisam o campo de visão e a camada de fibras nervosas da retina permitem identificar alterações precocemente e iniciar o tratamento antes que ocorram danos mais graves.
Embora não tenha cura, o glaucoma pode ser controlado na maioria dos casos quando diagnosticado precocemente. O tratamento geralmente envolve o uso de colírios para reduzir a pressão ocular, podendo incluir também procedimentos a laser ou cirurgia, dependendo da evolução da doença.
Dra. Camila Munayer Lara
- Dra. Camila Munayer Lara: oftalmologista do Instituto de Olhos Minas Gerais – IOMG.
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