Programa do Governo de Minas unifica linhas de financiamento, amplia apoio a startups
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O lançamento ocorreu no auditório da fundação, reunindo representantes do setor produtivo, instituições de pesquisa e empreendedores.
A principal novidade desta edição é a unificação das duas linhas de financiamento do programa por meio da Chamada Fapemig/Sede nº 11/2026. O edital contempla a Linha A – Tríplice Hélice, destinada a projetos desenvolvidos por Instituições de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais em parceria com empresas, e a Linha B – Empresarial, voltada para empreendimentos, startups e cooperativas mineiras.
As inscrições poderão ser feitas entre 15 de junho e 30 de julho de 2026, por meio do Sistema Everest. O edital também será disponibilizado no site da Fapemig na próxima semana.
Outra inovação é a criação da Bolsa Sócio-Empreendedor (BSE), desenvolvida em parceria com o Sebrae Minas. O benefício prevê pagamento mensal de R$ 6,5 mil por até seis meses aos coordenadores dos 50 melhores projetos aprovados na Categoria I, destinada a micro e pequenas empresas.
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, o programa amplia as oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras com impacto econômico e tecnológico em Minas Gerais.
O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destacou que o Compete Minas se consolidou como uma das principais ferramentas de incentivo à inovação no estado. A edição anterior registrou recorde de propostas submetidas, demonstrando o potencial do ecossistema mineiro de pesquisa e desenvolvimento.
Desde sua criação, em 2022, o programa já destinou mais de R$ 115 milhões em subvenção econômica para 293 projetos. Entre os casos de sucesso está a empresa mineira FabNS, spin-off da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especializada em nanomateriais. Com apoio do Compete Minas, a empresa aprimorou um nanoscópio que hoje é utilizado por instituições como o Inmetro e a própria UFMG, além de ser exportado para diversos países.
Os valores de financiamento variam conforme a modalidade e o porte dos participantes. Na Linha A, os projetos podem receber entre R$ 500 mil e R$ 4 milhões. Já na Linha B, os recursos variam de R$ 200 mil a R$ 3,5 milhões.
A edição 2026 também conta com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), permitindo que empresas aproveitem complementaridades entre os programas e otimizem investimentos em inovação.
Com a nova rodada de investimentos, o Governo de Minas reforça sua estratégia de fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação como motores do desenvolvimento econômico sustentável e da geração de oportunidades no estado.

