Câmara de BH vota pulseira com QR Code para idosos e PcDs

Sensor diabetesSensor diabetes
Distribuição de sensor para diabéticos também na pauta. Foto: reprodução: Freepik.

Votação prevista para esta terça

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) pode aprovar, nesta terça-feira (14), um projeto que cria uma pulseira ou cartão com QR Code para identificar pessoas idosas, pessoas com deficiência (PcDs) e cidadãos com condições de saúde que exigem atenção especial, como transtornos mentais, diabetes e doença de Alzheimer.

A proposta consta na pauta da reunião do Plenário, marcada para as 14h30, e busca facilitar o atendimento em situações de urgência e emergência, além de aumentar a segurança dessas pessoas no dia a dia.

Também será apreciado, em 1º turno, um projeto que autoriza o fornecimento gratuito de sensores de monitoramento contínuo de glicose para pacientes com diabetes tipo 2 e diabetes autoimune latente em adultos.

Publicidade

QR Code reunirá informações essenciais

O Projeto de Lei 412/2025, de autoria da vereadora Professora Marli (PP), prevê a criação de pulseiras ou cartões com QR Code contendo informações importantes para o atendimento em casos de emergência.

Entre os dados previstos estão nome completo, condição de saúde, medicamentos em uso e contato de emergência. O objetivo é agilizar o resgate, facilitar o atendimento por equipes de saúde e reduzir riscos à integridade física e mental dos beneficiários.

Segundo a autora da proposta, a medida pretende ampliar a proteção de idosos e pessoas com patologias mentais durante suas atividades cotidianas.

A proposta recebeu duas alterações durante a tramitação.

A Emenda 1, apresentada pelo líder do governo, vereador Bruno Miranda (PDT), estabelece critérios para definir quem poderá receber o dispositivo, detalha as informações que deverão constar no QR Code e transforma o projeto em uma autorização para que o Executivo implemente a medida.

Já a Comissão de Direitos Humanos apresentou uma subemenda para manter o caráter obrigatório da proposta, entendendo que isso fortalece sua efetividade.

Caso seja aprovado em segundo turno, o projeto seguirá para sanção ou veto do prefeito.

Sensor de glicose também será analisado

Os vereadores também votarão, em primeiro turno, o Projeto de Lei 629/2025, de autoria do vereador Dr. Bruno Pedralva (PT).

A proposta autoriza a Prefeitura de Belo Horizonte a fornecer gratuitamente sensores de monitoramento contínuo de glicose e os insumos necessários para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 em insulinização plena ou intensiva e pessoas com diabetes autoimune latente do adulto (LADA).

Para ter acesso ao benefício, o paciente deverá apresentar relatório médico comprovando que se enquadra nos critérios estabelecidos pelo projeto.

Mais qualidade de vida para pacientes

Segundo o autor da proposta, o monitoramento contínuo da glicose permite um controle mais eficiente da doença, reduz o risco de complicações, evita internações e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

O parlamentar destaca ainda que a tecnologia elimina parte da necessidade de medições frequentes por meio de picadas nos dedos, oferecendo mais conforto, praticidade e segurança para quem depende da aplicação diária de insulina.

Se aprovado em primeiro turno, o projeto retornará às comissões permanentes da Câmara para análise de emendas antes da votação definitiva em Plenário.

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this