Unidade da Rede Municipal de Saúde de BH conquista o mais alto reconhecimento por qualidade de assistência
O Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB), da Rede Municipal de Saúde de Belo Horizonte, conquistou a certificação Diamond da iniciativa Angels Awards, um dos mais importantes reconhecimentos internacionais concedidos a serviços especializados no atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A certificação representa o mais alto nível da premiação e marca a evolução da unidade, que anteriormente possuía a classificação Platinum. O reconhecimento destaca o aprimoramento contínuo dos processos assistenciais e a qualidade do atendimento prestado pela equipe multiprofissional do hospital.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o resultado reflete o compromisso da rede municipal em oferecer um atendimento cada vez mais seguro, ágil e baseado em evidências científicas, garantindo melhores desfechos clínicos para os pacientes.
Atendimento segue padrões internacionais
A certificação Diamond é concedida a instituições que adotam protocolos assistenciais reconhecidos internacionalmente, monitoram indicadores de desempenho e investem na melhoria contínua da assistência aos pacientes com AVC.
Na prática, o selo atesta que a unidade oferece atendimento alinhado às melhores práticas mundiais, ampliando as chances de recuperação, reduzindo sequelas e aumentando a segurança durante todo o processo de tratamento.
Referência em Minas Gerais, o Hospital Odilon Behrens mantém há mais de 20 anos uma unidade especializada no diagnóstico e tratamento do AVC. O serviço dispõe de 23 leitos e atende pacientes de Belo Horizonte e de municípios da Região Metropolitana.
Quase 800 pacientes atendidos em 2025
Somente em 2025, a Unidade de AVC do hospital realizou atendimento a 793 pacientes diagnosticados com a doença. Desse total, 402 eram homens (51%) e 391 mulheres (49%), com idade média de 67,7 anos.
Os dados mostram que cerca de 73,3% dos pacientes tinham 60 anos ou mais. As faixas etárias entre 60 e 69 anos e entre 70 e 79 anos concentraram mais da metade dos atendimentos registrados no período.
Apesar da maior incidência entre idosos, o levantamento também evidencia que o AVC pode atingir pessoas mais jovens. Os pacientes atendidos tinham entre 18 e 102 anos, sendo que 10,2% dos casos ocorreram em pessoas com menos de 50 anos.
Rapidez no atendimento faz diferença
O Acidente Vascular Cerebral pode ser do tipo isquêmico ou hemorrágico e exige atendimento imediato. Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para falar, perda de força ou sensibilidade em um dos lados do corpo, desvio da boca, alterações na visão, tontura, perda do equilíbrio e dor de cabeça intensa de início súbito.
A orientação é que qualquer pessoa que apresente esses sintomas procure imediatamente um serviço de urgência. Quanto mais rápido o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas, reforçando a importância de uma rede pública preparada para oferecer atendimento especializado.
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