A conservação do patrimônio arquitetônico deve estar aliada ao turismo, comércio local e ocupação útil dos espaços.
Em agenda no Centro Histórico de Ouro Preto no último sábado , a vereadora de Belo Horizonte e candidata a deputada estadual Marcela Trópia (Novo) apresentou propostas para reformular a gestão do patrimônio cultural e histórico nas cidades mineiras.
Para a parlamentar, as normas de preservação precisam evoluir para permitir a ocupação responsável e a exploração econômica e turística dos imóveis tombados, evitando que fiquem abandonados ou sem utilidade.
“Preservar não pode significar transformar nossas cidades históricas em cenários onde nada pode acontecer. O patrimônio precisa ser protegido, mas também precisa estar vivo”, ressaltou a candidata durante discurso no Restaurante Chafariz, no Centro da cidade.
Atuação Legislativa e Propostas Principais
Ocupação e Dinamismo Urbano: O plano de mandato da parlamentar estabelece como diretriz a plataforma “Patrimônio preservado · Cuidar do passado para garantir o futuro”, alinhando preservação arquitetônica com atração de investimento privado, rota gastronômica e estímulo às cadeias do turismo regional.
Projetos de Origem na Capital:
Quarteirão Vivo: Lei de sua autoria na Câmara de BH que prevê o reuso temporário e incentivos de IPTU/ITBI para dinamizar imóveis urbanos vazios e áreas ociosas.
Marco Municipal das Startups:Legislação voltada à desburocratização, inovação e estímulo ao ambiente de negócios.
A passagem pela cidade teve cunho político e de resgate histórico pessoal. A família Trópia possui raízes tradicionais em Ouro Preto. Em abril deste ano, Marcela recebeu na cidade a Medalha da Inconfidência — a maior honraria concedida pelo Estado de Minas Gerais.
A mesma comenda já havia sido entregue anteriormente ao seu avô, Célio de Oliveira Trópia (cofundador do Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus), e ao seu tio-avô, Wilson Trópia, que atuou na vida pública como vereador em Belo Horizonte e deputado estadual.
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