Remédios atendem pacientes com diferentes tipos de tumores
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer nove novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer a partir desta semana, segundo o Ministério da Saúde. Os remédios são destinados a pacientes com tumores de mama, próstata, pulmão, rins, tireoide, estômago, entre outros, além de pessoas com linfomas e tumores neuroendócrinos.
De acordo com o Ministério da Saúde, muitos dos medicamentos eram aguardados há mais de dez anos na rede pública. Embora a maioria já estivesse incorporada ao SUS, ainda não era efetivamente disponibilizada nos serviços de saúde.
Os nove medicamentos contemplam 13 indicações diferentes de tratamento. Nesta primeira etapa, a oferta ocorrerá em 20 centros especializados distribuídos pelas cinco regiões do país, com previsão de expansão para todos os centros de tratamento até o fim do ano. A expectativa do governo federal é que 23 novos fármacos sejam disponibilizados até dezembro, ampliando em 35% as alternativas terapêuticas na rede pública.
Entre os medicamentos anunciados estão trastuzumabe, para câncer de estômago; abemaciclibe, para câncer de mama em estágio inicial; acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos; pazopanibe, para câncer renal; rituximabe, para determinados tipos de linfoma e leucemia; e abiraterona, para câncer de próstata. A lista inclui ainda gefitinibe, sunitinibe e TSH recombinante (alfatirotropina), indicados para diferentes situações clínicas.
SUS iniciará rastreamento de câncer de intestino
Outra medida anunciada pelo Ministério da Saúde é a implantação do rastreamento do câncer colorretal no SUS. A estratégia prevê a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), com implementação gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) a partir de novembro, inicialmente em cidades e capitais com mais de 500 mil habitantes.
O exame será utilizado como triagem para identificar pessoas que precisam realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A iniciativa é direcionada a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.
O teste detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. Segundo as informações divulgadas, o método pode alcançar precisão de até 92%.
A iniciativa busca ampliar o diagnóstico precoce e facilitar o acesso da população à prevenção e ao tratamento do câncer na rede pública de saúde.
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