Portabilidade simplificada
Trabalhadores com contratos antigos de crédito consignado já podem iniciar a portabilidade sem precisar sair de casa, apenas pelo celular.
Ontem, quinta-feira (21), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) transferiu cerca de 4 milhões de contratos para a plataforma Crédito do Trabalhador, hospedada no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
A migração, que vai até novembro, encerra de vez o modelo antigo, no qual empresas privadas precisavam firmar convênios exclusivos com bancos para permitir o desconto em folha. Nesse sistema, o empregado só podia contratar o empréstimo consignado na instituição conveniada.
Mais opções, menos juros
Com o Programa Crédito do Trabalhador, a lógica muda. Mais de 70 bancos e instituições financeiras podem acessar o perfil dos trabalhadores formais por meio do eSocial, plataforma que reúne informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais em nível nacional.
Segundo a Febraban, o volume de crédito consignado privado pode ultrapassar R$ 120 bilhões em 2025. A novidade amplia a concorrência, possibilitando juros mais baixos e condições mais vantajosas.
Portabilidade em fases
Desde junho, os trabalhadores já podiam transferir operações antigas de consignado privado, escolhendo instituições que oferecessem menores taxas e parcelas reduzidas. A diferença é que, até agora, o processo só podia ser feito nos aplicativos ou nas agências dos bancos.
Agora, com a migração para o Crédito do Trabalhador, toda a gestão poderá ser feita diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no site oficial da plataforma, em processo operado pela Dataprev, estatal contratada pelo MTE.
Expansão gradual
O programa tem avançado por etapas:
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Abril: trabalhadores puderam trocar dívidas caras por mais baratas no mesmo banco;
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Maio: começou a migração de operações entre bancos diferentes;
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Junho: passou a ser possível mudar qualquer consignado privado, inclusive os já contratados pelo Crédito do Trabalhador.
Resultados expressivos
Até a última semana, a nova modalidade – conhecida também como Consignado para CLT – já movimentou R$ 27,8 bilhões em empréstimos, beneficiando 3,9 milhões de trabalhadores. Foram mais de 5,6 milhões de contratos assinados, com juros médios de 3,58% ao mês.
Do total, 60% das operações contemplaram empregados que recebem até quatro salários mínimos, confirmando o alcance popular da iniciativa.
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