Inadimplência cresce 6,54% em BH em 2025

Belorizontinos ainda devem apesar de inadimplencia cair Balcao News 30 8 29 Belorizontinos ainda devem apesar de inadimplencia cair Balcao News 30 8 29
BH apresentou percentual inferior ao registrado em Minas Gerais (8,8%) e no Brasil (7,98%). Foto: Marcello Casal/Agência Br.

Belo Horizonte tem índice abaixo do nacional

O cadastro de negativados em Belo Horizonte registrou crescimento de 6,54% em julho de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O resultado superou a variação de junho (4,97%) e mostra o impacto das pressões econômicas sobre o orçamento das famílias.

Ainda assim, a capital mineira apresentou percentual inferior ao registrado em Minas Gerais (8,8%) e no Brasil (7,98%), de acordo com levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

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Juros altos e descontrole das contas pesam no bolso

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o aumento da inadimplência reflete não apenas os juros elevados e a inflação persistente, mas também a falta de educação financeira dos consumidores.

O descontrole com o uso do crédito e os gastos não planejados são causas relevantes para o crescimento da inadimplência. O ideal é registrar tudo o que se ganha e se gasta”, destacou.

Falta de gestão financeira agrava situação

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, revelou que 37% dos inadimplentes das capitais brasileiras não fazem controle de ganhos e despesas.

Entre os motivos, 16% afirmaram já ter tentado monitorar o orçamento sem resultados, enquanto 15% apontaram falta de disciplina e 14% atribuíram o problema à instabilidade da renda.

Mulheres devem mais, mas homens têm dívidas maiores

Em julho, as mulheres representaram 46,81% dos inadimplentes em Belo Horizonte, enquanto os homens corresponderam a 43,79%.

No entanto, eles acumulam dívidas médias mais altas: R$ 5.658,80, contra R$ 5.381,16 entre as mulheres.
Segundo a CDL/BH, esse cenário reforça a necessidade de políticas de educação financeira e de acesso ao crédito de forma equilibrada.

Faixa etária mais impactada

A inadimplência se concentra entre adultos de 50 a 64 anos (23,58%), seguidos por 40 a 49 anos (22,51%) e 30 a 39 anos (22,48%). De acordo com Souza e Silva, essas idades coincidem com a fase de maior atividade econômica, quando há acúmulo de responsabilidades como sustento familiar e aquisição de bens de maior valor.

Entre os mais jovens e idosos, os índices foram menores: 25 a 29 anos (9,02%), 18 a 24 anos (3,6%), 65 a 84 anos (15,05%), 85 a 94 anos (2,47%) e acima de 95 anos (1,03%).

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