Belo Horizonte tem índice abaixo do nacional
O cadastro de negativados em Belo Horizonte registrou crescimento de 6,54% em julho de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
O resultado superou a variação de junho (4,97%) e mostra o impacto das pressões econômicas sobre o orçamento das famílias.
Ainda assim, a capital mineira apresentou percentual inferior ao registrado em Minas Gerais (8,8%) e no Brasil (7,98%), de acordo com levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).
Juros altos e descontrole das contas pesam no bolso
Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o aumento da inadimplência reflete não apenas os juros elevados e a inflação persistente, mas também a falta de educação financeira dos consumidores.
“O descontrole com o uso do crédito e os gastos não planejados são causas relevantes para o crescimento da inadimplência. O ideal é registrar tudo o que se ganha e se gasta”, destacou.
Falta de gestão financeira agrava situação
Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, revelou que 37% dos inadimplentes das capitais brasileiras não fazem controle de ganhos e despesas.
Entre os motivos, 16% afirmaram já ter tentado monitorar o orçamento sem resultados, enquanto 15% apontaram falta de disciplina e 14% atribuíram o problema à instabilidade da renda.
Mulheres devem mais, mas homens têm dívidas maiores
Em julho, as mulheres representaram 46,81% dos inadimplentes em Belo Horizonte, enquanto os homens corresponderam a 43,79%.
No entanto, eles acumulam dívidas médias mais altas: R$ 5.658,80, contra R$ 5.381,16 entre as mulheres.
Segundo a CDL/BH, esse cenário reforça a necessidade de políticas de educação financeira e de acesso ao crédito de forma equilibrada.
Faixa etária mais impactada
A inadimplência se concentra entre adultos de 50 a 64 anos (23,58%), seguidos por 40 a 49 anos (22,51%) e 30 a 39 anos (22,48%). De acordo com Souza e Silva, essas idades coincidem com a fase de maior atividade econômica, quando há acúmulo de responsabilidades como sustento familiar e aquisição de bens de maior valor.
Entre os mais jovens e idosos, os índices foram menores: 25 a 29 anos (9,02%), 18 a 24 anos (3,6%), 65 a 84 anos (15,05%), 85 a 94 anos (2,47%) e acima de 95 anos (1,03%).
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