O objetivo é discutir o futuro da mobilidade elétrica
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) está articulando, no Reino Unido, a criação de um hub internacional de desenvolvimento tecnológico voltado à eletrificação e ao uso de materiais críticos.
A proposta foi apresentada durante missão internacional liderada pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe, que participa nesta semana de encontros com representantes de governos, universidades e instituições diplomáticas do Brasil, Argentina, Chile e Reino Unido.
A agenda busca fortalecer a cooperação entre países que têm papel estratégico na cadeia global de minerais essenciais para a transição energética.
O objetivo é discutir o futuro da mobilidade elétrica, o uso responsável de matérias-primas e novas possibilidades de integração tecnológica entre América do Sul e Europa.
O hub deverá reunir centros de pesquisa, universidades, empresas e instituições industriais, com foco no desenvolvimento de soluções inovadoras para baterias, eletrificação e economia verde.
Minas Gerais como protagonista
Única entidade de classe presente na missão, a FIEMG foi convidada a participar devido ao protagonismo de Minas Gerais na produção de minerais estratégicos e ao investimento feito pelo sistema FIEMG na implantação do CIT SENAI ITR, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O centro é dedicado à pesquisa, beneficiamento e desenvolvimento de tecnologias aplicadas a materiais críticos.
Segundo o presidente da FIEMG, o projeto representa uma oportunidade de internacionalização da indústria mineira.
“Estamos construindo um ambiente de colaboração internacional entre indústria, governos e universidades para que o Brasil, especialmente Minas Gerais, possa ocupar um papel de protagonismo na nova economia da eletrificação. Esse hub tecnológico vai viabilizar pesquisas, promover conexões e gerar soluções de alto valor agregado”, afirmou Flávio Roscoe.
Cooperação internacional
A proposta prevê participação ativa da FIEMG, do governo britânico e de instituições acadêmicas e industriais dos países envolvidos.
A missão também discute formas de ampliar a integração entre Brasil, Argentina e Chile, regiões onde se concentram algumas das maiores reservas de lítio e outros minerais estratégicos do mundo.
A criação do hub busca acelerar parcerias que impulsionem inovação, sustentabilidade e competitividade industrial em um momento em que a demanda global por materiais críticos cresce de forma contínua, impulsionada pela transição para veículos elétricos e energias limpas.
Ainda não há prazo definido para a formalização do projeto, mas as entidades envolvidas avaliam que o ambiente internacional é favorável ao avanço da iniciativa.
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