CMBH quer saber sobre gastos da PBH com Carnaval

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A programação oficial do Carnaval de Belo Horizonte 2026, anunciada pela Prefeitura, confirma nomes de projeção nacional. Foto: Fabrício Mendes-PBH.

Vereadores questionam contratação de artistas

A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo da Câmara Municipal aprovou,  dois pedidos de informação à Prefeitura de Belo Horizonte e à Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) sobre o Carnaval 2026.

O primeiro requerimento, de autoria da vereadora Iza Lourença (Psol), questiona a contratação de atrações musicais pagas com recursos públicos para a folia deste ano. A parlamentar afirma que diversos agentes carnavalescos consideram problemática a presença expressiva de artistas de fora da cidade, em detrimento da valorização de músicos e blocos locais.

Artistas nacionais na programação

A programação oficial do Carnaval de Belo Horizonte 2026, anunciada pela Prefeitura, confirma nomes de projeção nacional como Xamã (Bloco do Malvadão), Banda Eva, Luísa Sonza, Zé Felipe, Michel Teló, Marina Sena e Clayton & Romário.

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No pedido aprovado, Iza Lourença solicita esclarecimentos sobre:

  • Quantas atrações culturais anunciadas serão pagas diretamente pela Prefeitura (sem considerar a subvenção aos blocos contemplados por edital da Belotur);
  • O valor destinado a cada uma delas;
  • Se houve diferença no prazo de registro para blocos comandados por artistas renomados que não são de Belo Horizonte;
  • Quais critérios foram adotados para a contratação de atrações não locais.

A discussão ocorre em meio ao crescimento do Carnaval de BH e ao debate sobre o equilíbrio entre artistas nacionais e a cena cultural da capital.

Bloco na Rua Niquelina e alegação de desrespeito religioso

O segundo requerimento, assinado pelo vereador Wanderley Porto (PRD), também foi encaminhado à Prefeitura e à Belotur. A proposição trata de um bloco que desfilou no dia 5 de fevereiro, por volta das 21h, pela Rua Niquelina, no bairro Santa Efigênia.

Segundo relatos mencionados na justificativa, foliões teriam feito gestos considerados desrespeitosos e ofensivos à fé cristã em frente a uma igreja onde ocorria um culto, gerando revolta entre os participantes.

O vereador solicita informações sobre:

  • O nome oficial do bloco e seus organizadores;
  • Se havia autorização formal para o desfile na data, horário e trajeto informados;
  • Se houve acompanhamento da Belotur, da Guarda Municipal ou de outros órgãos;
  • Se há previsão de aplicação de sanções, como suspensão ou impedimento de participação em futuras edições, em casos de intolerância religiosa.

As duas proposições foram aprovadas durante a 2ª Reunião Ordinária da comissão e aguardam resposta do Executivo municipal.

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