Comércio de Minas inicia 2026 com crescimento acima da média nacional,

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Em relação a fevereiro de 2025, o crescimento foi de 0,8% em Minas. Foto: Divulgação/Fecomércio-MG.

É o que aponta levantamento da Fecomércio MG

O comércio de Minas Gerais começou 2026 com sinais de recuperação e desempenho acima da média nacional. A análise do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, indica avanço tanto no varejo restrito quanto no ampliado em fevereiro.

Na comparação com janeiro, o volume de vendas do varejo restrito no estado cresceu 2,5%, superando em 1,9 ponto percentual o resultado nacional, que foi de 0,6%. Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o dado demonstra uma recuperação mais intensa no curto prazo, ainda que sobre uma base fragilizada.

Em relação a fevereiro de 2025, o crescimento foi de 0,8% em Minas, também acima do índice nacional, de 0,2%. Segmentos como artigos de uso pessoal e equipamentos de informática impulsionaram o resultado.

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No acumulado de 2026, o estado registra alta de 0,8%, enquanto o Brasil avança 1,5%. Já no recorte de 12 meses, Minas acompanha o ritmo nacional, com crescimento de 1,4%.

O desempenho é ainda mais expressivo no varejo ampliado. Em fevereiro, o crescimento foi de 1,8% frente ao mês anterior, acima da alta de 1,0% no país. Na comparação anual, Minas avançou 1,5%, enquanto o Brasil registrou retração de 2,2%.

O principal destaque está no acumulado do ano: Minas Gerais cresceu 2,5%, superando em 2,6 pontos percentuais o resultado nacional, que teve queda de 0,5%. O segmento de atacado de alimentos teve papel relevante nesse desempenho.

Apesar dos resultados positivos, a análise aponta cautela. Fatores como juros elevados, restrição de crédito e endividamento das famílias ainda limitam uma recuperação mais consistente do consumo ao longo do ano.

A expectativa, segundo a Fecomércio MG, é de que medidas como programas de renegociação de dívidas, ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e possível redução dos juros possam estimular o consumo e sustentar a atividade comercial nos próximos meses.

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