FIEMG avalia prorrogação de subsídio à gasolina

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Mas defende ações estruturais para reduzir vulnerabilidade do Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Entidade considera medida importante no curto prazo

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que a nova prorrogação do subsídio à gasolina anunciada pelo Governo Federal pode ajudar a reduzir, no curto prazo, os impactos da alta do petróleo no mercado internacional sobre consumidores e empresas.

Apesar disso, a entidade considera que a medida tem caráter emergencial e temporário e não resolve os desafios estruturais relacionados à volatilidade dos combustíveis e à exposição da economia brasileira às oscilações externas.

A decisão ocorre em um cenário de instabilidade internacional, marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e novas pressões sobre as cotações do petróleo. Para a FIEMG, medidas emergenciais são importantes para conter impactos imediatos, mas precisam ser acompanhadas por ações capazes de ampliar a previsibilidade e a segurança energética do país.

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Segundo Juliana Gagliardi, coordenadora da Gerência de Economia da FIEMG, a manutenção temporária do subsídio ameniza os efeitos da alta do petróleo sobre os custos de empresas e consumidores, mas não elimina os riscos provocados pela dinâmica do mercado internacional.

“A prorrogação do subsídio contribui para reduzir, neste momento, os efeitos da alta das cotações internacionais sobre os custos de empresas e consumidores. No entanto, é importante avançar em medidas estruturantes que promovam maior estabilidade no mercado de combustíveis e ampliem a previsibilidade para a economia brasileira”, afirma.

Combustíveis afetam custos da indústria

A FIEMG destaca que os combustíveis têm impacto direto sobre a atividade industrial, principalmente nos custos de transporte, logística e produção. Derivados de petróleo também são utilizados como insumos em diferentes cadeias produtivas.

Nesse cenário, a entidade defende o fortalecimento da segurança energética como estratégia para preservar a competitividade das empresas e melhorar o planejamento de investimentos.

Entre as medidas apontadas estão a estruturação de reservas estratégicas e uma política industrial voltada ao aumento da capacidade nacional de refino de petróleo. Na avaliação da Federação, essas ações podem reduzir a vulnerabilidade do Brasil diante de um cenário internacional mais fragmentado e sujeito a choques geopolíticos.

A FIEMG também alerta para possíveis efeitos da instabilidade externa sobre a inflação, os custos operacionais das empresas e o poder de compra da população.

Para a entidade, medidas de curto prazo devem ser combinadas com políticas de longo prazo que ampliem a segurança energética, a estabilidade do mercado de combustíveis e a competitividade da economia brasileira.

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