Nova ALMG terá 21 deputados ligados a famílias políticas

E 24 chegam pela primeira vez ao Parlamento mineiro. Foto: Ramon Biteoncourt/Alm.

Dos 77 eleitos para a 21ª Legislatura, 53 foram reeleitos

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) iniciará, em 1º de fevereiro de 2027, a 21ª Legislatura com 77 deputados estaduais, sendo 53 reeleitos e 24 estreantes. Entre os eleitos, 21 têm ligação com famílias que já possuem tradição política ou ganharam destaque recente no cenário eleitoral mineiro.

O grupo reúne parlamentares de oito partidos. O PL é a legenda com maior número de representantes ligados a famílias políticas: são sete deputados, sendo cinco mulheres e dois homens. A sigla, ao mesmo tempo, foi responsável por uma das maiores taxas de renovação da Casa, com dez novos parlamentares.

Os deputados identificados como integrantes de famílias políticas são Alê Portela, Amanda Teixeira Dias, Chiara Biondini, Marília Amaral, Marli Ribeiro, Eduardo Azevedo e Gustavo Santana, do PL; Betinho Pinto Coelho, do União; Cabo Gregório Silva, do Democrata; Doorgal Andrada, Zé Guilherme e Nayara Rocha, do PP; Dra. Laís Santiago, do PDT; Elismar Prado, Raul Belém, Tito Torres e Gustavo Valadares, do PSD; Lucas Lasmar, da Rede; Lud Falcão, do Republicanos; Maria Clara, do PSDB; e Zé Laviola, do Novo.

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Ao todo, 17 partidos terão representação na 21ª Legislatura. MDB e PCdoB, que possuem trajetória histórica no Legislativo mineiro, não elegeram representantes para o próximo período.

Estreantes superam votação de padrinhos políticos

Dos 24 deputados que chegarão à ALMG pela primeira vez, três foram eleitos com forte ligação política e familiar: Cabo Gregório Silva, Dra. Laís Santiago e Marília Amaral.

Cabo Gregório Silva é filho do vereador de Betim Gregório Silva. Dra. Laís Santiago é filha do deputado estadual Arlen Santiago. Já Marília Amaral é esposa do deputado federal Junio Amaral.

Nos dois últimos casos, as estreantes conseguiram uma votação superior à dos próprios familiares que participaram de suas trajetórias políticas.

Marília Amaral recebeu 42.874 votos, enquanto Junio Amaral teve 33.762 votos na disputa eleitoral. A diferença foi de 9.112 votos a favor da candidata estreante.

A diferença também ocorreu entre Dra. Laís Santiago e o pai. Arlen Santiago, que acumulava sete mandatos na Assembleia, recebeu 70.756 votos, enquanto a filha conquistou 79.017 votos, uma vantagem de 8.261 votos.

Pai e filha, inclusive, disputaram o mesmo cargo nas eleições de 2026.

Gil Pereira terá nove mandatos consecutivos

A nova composição também preservará alguns dos parlamentares mais longevos da história recente da Assembleia.

Com a posse em 2027, Gil Pereira (PSD) chegará ao nono mandato consecutivo, consolidando a carreira mais longa entre os deputados da próxima legislatura.

Sargento Rodrigues (PL) terá oito mandatos na Assembleia. Antonio Carlos Arantes (PL) e Gustavo Valadares (PSD) acumularão sete mandatos cada.

Duarte Bechir (PSD) chegará ao sexto mandato.

Outros cinco parlamentares foram reeleitos para o quinto mandato: Carlos Henrique e Neilando Pimenta, do Republicanos; Elismar Prado, do PSD; Mário Henrique Caixa, do PV; e Ulysses Gomes, do PT.

Belo Horizonte e interior dominam naturalidade dos eleitos

A próxima composição da Assembleia também apresenta forte presença de parlamentares nascidos na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Dos 77 eleitos, 24 nasceram em municípios da RMBH, sendo 19 naturais da capital mineira. Ao todo, 41 cidades da região estarão representadas entre os locais de nascimento dos deputados.

No interior, Montes Claros, no Norte de Minas, aparece como o município com maior número de deputados naturais da cidade: cinco.

Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri, aparecem na sequência, com três deputados nascidos em cada município.

Barbacena e Patos de Minas terão dois parlamentares naturais de cada cidade.

A nova Assembleia também terá sete deputados nascidos em outros estados brasileiros. Entre as cidades de origem estão Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Vicente, São Paulo e Presidente Prudente (SP), além de Medeiros Neto e Vitória da Conquista, na Bahia.

Um dos casos mais particulares é o de Vittorio Medioli (PL), que nasceu em Parma, na Itália.

Advogados, empresários e economistas estão entre as profissões mais comuns

O perfil profissional dos 77 deputados eleitos é diversificado, mas algumas ocupações aparecem com maior frequência.

Advogados somam 14 parlamentares. Empresários, administradores e economistas também chegam a 14 menções. Professores e produtores rurais aparecem com sete representantes cada.

A Assembleia terá ainda cinco jornalistas entre os eleitos.

As informações foram reunidas a partir dos perfis dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de biografias e materiais de campanha divulgados pelos próprios candidatos.

Em alguns casos, a profissão aparece incorporada ao nome eleitoral utilizado na urna, especialmente entre médicos, professores e integrantes das forças de segurança.

A próxima legislatura terá dois delegados, três policiais militares e dois integrantes do Exército.

Há ainda parlamentares com mais de uma atividade profissional ou formação acadêmica. Entre os eleitos estão pessoas com formação em áreas como filosofia, geografia, história e sociologia, além das profissões tradicionalmente mais presentes no Parlamento.

A composição da 21ª Legislatura, portanto, combina continuidade e renovação: ao mesmo tempo em que 53 deputados permanecem na Assembleia, 24 estreantes chegam à Casa, enquanto 21 parlamentares mantêm vínculos com famílias que já possuem trajetória política ou influência eleitoral em Minas Gerais.

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